Ordem dos Psicólogos pede para o Governo “passar das palavras aos atos”

Psicólogos solicitam a integração de 250 profissionais nas áreas da Saúde e Educação

12 janeiro 2017
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O bastonário da Ordem dos Psicólogos pediu ao Governo para “passar das palavras aos atos” e cumprir a promessa de integrar 250 profissionais nas áreas da Saúde e Educação no início deste ano.
 

Francisco Miranda Rodrigues avisa que a Ordem dos Psicólogos “não vai abrir mão” das promessas que foram feitas pelo Governo para integrar “50 psicólogos na área da Saúde e 200 na área da Educação” no início de 2017, disse em entrevista à agência Lusa.
 

Não é possível manter o “trabalho consistente” e “muito construtivo e de cooperação” com os decisores políticos, nomeadamente com o Governo, sem o mínimo de recursos necessários e sem que o número mínimo de psicólogos e psicólogas esteja garantido em serviços como a educação, saúde, justiça, entre outras áreas.
 

Traçar um plano de prevenção da violência em contexto escolar, ajudar alunos com dificuldades de aprendizagem, prevenir doenças crónicas como a diabetes e obesidade ou criar a figura do psicólogo de trabalho na legislação da higiene de saúde e segurança no trabalho são alguns dos objetivos que a Ordem dos Psicólogos quer realizar, acrescentou Francisco Miranda Rodrigues.
 

O bastonário defende também que a legislação devia ser mais específica, relativamente à necessidade das ações de prevenção de riscos psicossociais, tendo em conta os impactos que existem tanto ao nível pessoal dos trabalhadores, mas também do impacto ao nível da competitividade.
 

Segundo Francisco Miranda Rodrigues há um “impacto negativo” reconhecido pelos próprios decisores nas organizações ao nível europeu, ao nível de 'stress' e ‘burnout’ (distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso).
 

O bastonário alertou ainda que os psicólogos, em todo o país, carecem de mais oportunidades de trabalho, e que o trabalho que prestam é muitas vezes “feito em condições de elevada precariedade” ou de “muito pouca valorização do seu trabalho”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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