Ordem dos Médicos não concorda com limitações à prescrição de receitas médicas
25 julho 2001
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A Ordem dos Médicos (OM) reagiu hoje negativamente à possibilidade de os médicos poderem ser impedidos de prescrever caso ultrapassem injustificadamente um determinado montante de receitas e pretende "esclarecimentos" do ministro da Saúde.
 

 

Em declarações à Agência Lusa, o bastonário da OM, Germano de Sousa, frisou que a Ordem "não aceita coacções à prescrição" e entende que a aplicação de orçamentos clínicos só poderá ocorrer se for "o médico a gerir os seus limites".
 

 

A criação de orçamentos clínicos - que pressupõem a atribuição de um montante a cada médico que ele não deve ultrapassar na prescrição de medicamentos - como forma de responsabilizar os clínicos pelos gastos efectuados foi hoje defendida pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, em entrevista ao jornal “Público”.
 

 

Correia de Campos sustentou ainda que "se porventura o médico faz ouvidos de mercador a todas as recomendações e sem qualquer razão se desviou dos valores" poderá sofrer como consequência a "suspensão do direito à prescrição".
 

 

Lusa
 

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