Ordem dos Médicos exige encerramento de maternidades sem condições

Unidades hospitalares têm de ter condições mínimas

04 novembro 2003
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Os serviços de obstetrícia dos hospitais de Viana de Castelo, de S. Marcos, em Braga, e do Pedro Hispano, em Matosinhos, devem ser evitados pelas grávidas. O alerta é lançado pela Ordem dos Médicos (OM), por considerar que as unidades hospitalares em questão não têm as condições mínimas para funcionamento, pelo que deverão fechar portas.O protesto da OE tem a ver não apenas com a falta de médicos obstetras nos hospitais em questão, mas também com uma alegada falta de pagamento, por parte do ministério da Saúde, das horas extraordinárias, situação que já colocou os especialistas em greve. Entretanto, a OE prepara a divulgação, esta terça-feira, de uma lista de serviços de obstetrícia que, segundo esta, funcionam sem as condições mínimas. Já esta segunda-feira, o ministro da Saúde Luis Filipe Pereira, de visita ao Instituto de Oncologia do Porto, salientou que não é o Governo que pretende encerrar qualquer maternidade, embora reconheça a existência de limitações na mesmas, algumas impostas pela lei. «Maternidades com menos de 1500 partos terão que ser desactivadas. Esta é a posição da Ordem dos Médicos e dos colégios da especialidade. Nós não temos nenhum plano para encerrar», afirmou o ministro, reconhecendo, porém, que «é a lei que hoje temos que levanta dificuldades à gestão das várias unidades». Finalmente, sobre o pagamento das horas extraordinárias, Luís Filipe Pereira afirma que já foram pagas, sendo que, neste momento, está a ser analisado o acréscimo. Fonte: Diário Digital

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