Ordem dos Médicos defende descriminalização do aborto

Médico de Aveiro no banco dos réus

16 dezembro 2003
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O bastonário da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, defendeu, esta terça-feira, aos microfones da TSF a descriminalização do aborto.
 

 

«De momento o código deontológico da Ordem dos Médicos não permite aos médicos que façam aborto», explicou Germano de Sousa, salientando que «evidentemente que o código pode ser revisto depois de ouvidas as instâncias adequadas».
 

«No que diz respeito ao problema da descriminalização, acho que deve ser descriminalizado porque, quer se queira quer não, infelizmente, muitas mulheres sofrem danos terríveis exactamente por gravidezes indesejadas», considerou o bastonário da Ordem dos Médicos.
 

No entanto, e apesar de Germano de Sousa defender a descriminalização, salienta a importância de «manter uma proibição e acima de tudo manter um controlo muito acentuado».
 

«Como bastonário custa-me a aceitar que o aborto seja a solução para a anticoncepção. Não pode nem deve ser um método anticoncepcional», acrescentou o bastonário da Ordem dos Médicos.
 

Entretanto, em Aveiro estão a ser julgados um médico, residente em Fermentelos, Águeda, acusado pelo Ministério Público de «crime na forma continuada de aborto agravado, a troco quantitativo de dinheiro», durante o ano de 1997.
 

Sete mulheres que alegadamente abortaram na clínica que médico possui em Aveiro são co-arguidas no processo, mas na barra judicial estão ainda uma irmã e uma funcionária do médico, acusadas de cumplicidade, tal como alguns familiares directos ou namorados das mulheres acusadas de abortarem voluntariamente.
 

Durante as sessões de julgamento, várias associações cívicas, sindicais e partidos de esquerda concentraram-se frente ao tribunal, solidarizando-se com as sete mulheres e exigindo a despenalização da prática até às 12 semanas. .
 

Fonte: Lusa, TSF e Diário Digital
 

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