Optimismo faz bem ao coração

Ser pessimista conduz a problemas cardiovasculares

10 janeiro 2002
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Se não consegue encontrar nada de positivo na sua vida ou se, de um momento para o outro, o mundo parece não ter nenhum sentido lógico...Então, além de estar deprimido, fique a saber que este estado o pode conduzir a problemas do foro cardiovascular.
 

 

É que, segundo um estudo recente elaborado por cientistas norte-americanos, as pessoas que se culpabilizam por acontecimentos menos positivos ou que acreditam numa visão fatalista da vida possuem uma maior propensão a desenvolver doenças cardíacas, em comparação com aquelas que têm um comportamento mais optimistas.
 

 

De acordo com um estudo publicado em uma edição recente da revista Psychosomatic Medicine, as pessoas que participaram na experiência, as quais tinham um estilo interpretativo mais pessimista tendiam mais a desenvolver doenças cardíacas, bem como morrer de ataque cardíaco que aquelas que encaravam as más notícias com uma visão de que as coisas iam melhorar.
 

 

Raiva, ansiedade e depressão
 

 

Estes resultados vêm confirmar um estudo anterior que relacionou o pessimismo com níveis mais altos de raiva, ansiedade e depressão -- emoções que podem ser factores de risco para doenças cardíacas.
 

 

Para L. Kubzansky, investigador da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston (Massachusetts), o modo como as pessoas optimistas efectuam o planeamento da resolução dos seus problemas pode conduzir a um redução dos factores de stress ou acrescentar mais recursos para lidar com os mesmos.
 

 

Os optimistas também tendem a ser mais sociais e, na maioria dos casos, estão mais propensas a adoptar comportamentos saudáveis como praticar exercício físico, beber com moderação e não fumar, acrescenta a equipa responsável pelo estudo.
 

 

Estudo
 

 

Os resultados foram baseados em informações de mais de 1.300 homens brancos e saudáveis, entre 21 e 80 anos, que foram acompanhados ao longo de dez anos. Para classificar o nível de optimismo dos voluntários, a equipa usou uma escala padronizada.
 

 

Segundo os resultados, houve poucas diferenças nos comportamentos de estilo de vida entre optimistas e pessimistas. No entanto, os últimos apresentaram uma maior propensão a consumir mais de duas bebidas alcoólicas por dia e possuíam também um menor nível educacional.
 

 

No geral, aproximadamente 12 por cento do grupo desenvolveu doenças cardíacas durante uma década, dos quais 19 por cento morreram de ataque cardíaco.
 

 

Cada aumento no nível de optimismo na escala estava associado a um risco 25 por cento menor em desenvolver dores no peito e enfarte, verificou o estudo. Os homens mais optimistas também apresentaram um risco menor em sofrer um ataque cardíaco não-fatal e morte, comparados aos homens mais pessimistas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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