Opostos não se atraem

Pessoas procuram companheiros semelhantes, revela estudo

06 julho 2003
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Se está à procura de companheiro, esqueça o ditado de que os opostos se atraem. Até pode ser...mas segundo um novo estudo a teoria de que os opostos se atraem é um mito. Isto porque, na altura de procurar um namorado , tanto homens como mulheres procuram alguém que seja parecido com eles.
 

 

Cientistas da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, falaram com centenas de pessoas de ambos os sexos e chegaram à conclusão que os indivíduos atraem-se pelas semelhanças, tanto físicas como com uma mesma situação socio-económica e também partilham os mesmos princípios em áreas como a família e fidelidade.
 

 

Até há bem pouco tempo pensava-se , que, por exemplo, uma mulher que se considerava muito atraente preferisse um homem socialmente dominante e que um homem que se sentisse seguro socialmente e economicamente procurava uma mulher bonita.
 

 

Mas, este estudo, refere que é muito mais importante encontrar uma alma gémea do que a mulher ou homem idealizado e que o casamento entre pessoas que se parecem entre si tem mais possibilidades de ter êxito.
 

«A eleição do companheiro na sociedade ocidental parece basear-se numa preferencia por companheiros a longo prazo que sejam semelhantes, segundo a percepção que temos de nós mesmos em relação a uma série de categorias relevantes», disseram Peter Buston e Stephen Emlen, os autores do estudo.
 

 

«De um ponto de vista pratico, os resultados sugerem que as pessoas que procuram uma relação estável e duradoira não devem procurar companheiros perfeitos, mas simplesmente alguém semelhante a si mesmo», concluíram.
 

 

Os investigadores sustentam que a existência de demasiadas diferenças traz uma maior instabilidade ao casal. Se uma das partes tem um estatuto social mais elevado ou até é mais bem parecido, a outra parte poderá sentir necessidade de mudar de companheiro para alguém que represente um melhor partido. «Indivíduos que têm uma alta percepção de si próprios tendem a uma maior discriminação na preferência por parceiros do que indivíduos com baixa percepção pessoal», adiantam os autores. E acrescentam: «Esse resultado implica em que, em mercado matrimonial aberto, indivíduos com baixa percepção pessoal terão maior dificuldade em encontrar e manter um parceiro satisfatório.»
 

 

O estudo está na mesma linha de uma pesquisa anterior que descobriu provas de que as pessoas que pensam de forma semelhante têm maior probabilidade de casamentos bem-sucedidos do que indivíduos diferentes.
 

 

O estudo foi baseado em questionários respondidos por 978 homens e mulheres em idade universitária. Primeiro, os participantes classificaram a importância dos atributos em relação a um parceiro de longo prazo. Os atributos foram reunidos em quatro categorias: riqueza e status; compromisso com família;aparência física; fidelidade sexual.
 

 

A seguir, as pessoas avaliadas classificaram as percepções que tinham de si próprias dentro dos mesmos atributos. No artigo publicado no jornal «Proceedings of the National Academy of Sciences», os investigadores, desde já, sugerem algumas pistas para os terapeutas. «Se o estudo for confirmado por novas investigações, então este estudo terá grandes implicações para conselheiros matrimoniais e também para o público em geral», escrevem os investigadores.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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