Opinião dos pais pode evitar que adolescentes comecem a fumar
20 dezembro 2001
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Um dia, por acaso, descobre um maço de tabaco no bolso do casaco do seu filho adolescente. Fica admirada, dado que ele sempre reprovou o facto de ser fumadora. Afinal, o que deve fazer? Dar-lhe uma lição de moral sobre os malefícios do consumo de tabaco ou aceitar pacificamente a sua opção?
 

Nenhuma das duas opções são válidas, pois deve começar a introduzir-lhe essa ideia na cabeça antes dele ou dela ter começado a fumar.
 

 

Ao contrário da crença que os pais não podem fazer muito para evitar que os adolescentes se tornem fumadores, cientistas norte-americanos vêm provar precisamente o contrário.
 

 

Quer os pais sejam ou não fumadores, a reprovação expressa aos filhos contra o hábito de fumar dá frutos extraordinários.
 

 

Um estudo norte-americano elaborado pela Escola Médica de Dartmouth chegou a essa conclusão depois de estudar crianças do último ano do ensino básico até o penúltimo ano do ensino médio em três escolas rurais do Estado de Vermont.
 

 

De acordo com os investigadores, aquelas que achavam que os pais desaprovariam o hábito tinham menos possibilidades de começar a fumar.
 

 

E, se nesta altura, está a pensar algo do tipo: “Como fumadora que autoridade tenho para aconselhar precisamente o contrário?”. É, de facto, uma pergunta pertinente, mas, segundo os investigadores, a consequência da desaprovação é igual para os pais fumadores e não-fumadores.
 

 

O estudo ainda indica que a opinião dos pais torna os adolescentes mais resistentes à influência dos amigos fumadores e, deste modo, menos propensos a tornarem-se viciados.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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