Operações feitas por cirurgiões seropositivos

Na Ordem do Médicos só conselho de ética levanta dúvidas

27 novembro 2007
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Há um "consenso alargado" de que o risco de um cirurgião infectar um doente durante uma operação é muito baixo - "é semelhante ao de um satélite de telecomunicações cair no meio da rua ou de haver um tremor de terra em Lisboa", diz Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, que defende que um clínico deve poder operar, mesmo se for seropositivo.
 

 

Mas há, no seio da Ordem, um "parecer dissonante", admite: o conselho nacional de ética e deontologia médicas defende que, "havendo risco para o doente, mesmo que seja próximo do zero", um cirurgião seropositivo não deve fazer cirurgias. Pedro Nunes resumiu assim o resultado da reunião aberta de sábado, que juntou técnicos de vários colégios da Ordem. Depois do encontro, o bastonário consolidou a opinião que já tinha: "Não há razões para se impedir um cirurgião seropositivo de operar."
 

 

Pedro Nunes entende que "há um risco genérico inerente a todos os actos da vida em sociedade". Não há nunca um risco zero. Por isso, defende que a Ordem deve emitir um parecer que dê luz verde a cirurgiões seropositivos, explicando que, em qualquer caso, devem ser seguidos procedimentos para reduzir ainda mais o risco. Por exemplo, a substituição imediata de um médico que se corte durante uma operação por outro. De resto, "já há uma recomendação da Ordem para que um cirurgião nunca opere sozinho".
 

 

Fonte: Público
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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