Operação delicada

Médicos dos EUA preparam separação de siamesas unidas pelo crânio

24 junho 2002
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Cirurgiões norte-americanos começaram os preparativos cirúrgicos para separar as duas meninas guatemaltecas que nasceram unidas pela cabeça.
 

 

Em raras e algumas vezes arriscadas operações, as meninas de 11 meses serão separadas para que sejam capazes de gatinhar e ficar de pé. «No momento, elas já tentam ficar de pé. Cada uma puxa a outra, na tentativa de se ajudarem, mas não conseguem», disse Jorge Lazareff, neurocirurgião pediátrico da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), um dos voluntários da equipa que tentará separar as crianças.
 

 

Na primeira operação, médicos do Hospital Mattel Children UCLA realizaram ontem uma «expansão de pele» em Maria Teresa e Maria de Jesus Quiej-Alvarez, cujos crânios estão fundidos de tal forma que os seus rostos estão voltados para direcções opostas.
 

 

Cirurgiões plásticos implantaram balões sob o couro cabeludo dos bebés a fim de gentilmente esticarem a pele, de modo a que seja suficiente para cobrirem os cérebros após o fim da operação de separação que será realizada em Julho. «As meninas são rijas. Estamos convencidos de que conseguirão sobreviver», acrescentou Lazareff às agências internacionais.
 

 

Em casos anteriores, gémeos unidos pela cabeça morreram por consequência de infecções relacionadas à operação.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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