Operação das duas siamesas teve má orientação

Opinião do Dr. Gentil Martins

07 julho 2003
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O cirurgião português Gentil Martins considerou terça- feira ter havido uma má orientação por parte da equipa médica que operou em Singapura duas siamesas adultas, tendo uma delas morrido entretanto.
 

 

Em declarações à agência Lusa, Gentil Martins considerou «inacreditável» que os médicos tivessem demorado seis horas a abrir o crânio comum das gémeas iranianas e afirmou não compreender o longo tempo da intervenção cirúrgica.
 

 

Ressalvando não conhecer os dados técnico-científicos da operação e da condição das siamesas iranianas, Gentil Martins disse ainda não perceber a razão que levou a equipa do hospital de Singapura a querer restaurar um vaso de ligação que existia entre os cérebros das siamesas.
 

 

«As duas têm cérebros. Parece-me um erro de base que, se têm cérebros separados, se vá tentar implantar um vaso numa delas que não existia. Esse vaso seria para eliminar, já que todos os vasos importantes existiam em cada uma delas», precisou.
 

 

Gentil Martins disse ainda que «se as gémeas tivessem vindo a Portugal» a operação não lhes seria recusada e «talvez tivesse sido melhor».
 

 

Fonte: Lusa
 

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