Opção alimentar das crianças é afectada pelos anúncios e influência parental

Estudo publicado no “Journal of Pediatrics”

11 outubro 2011
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A publicidade influencia as escolhas alimentares das crianças, principalmente quando os pais permanecem neutros, de acordo com um estudo publicado no “Journal of Pediatrics”.
 

Para o estudo, os investigadores da Texas A&M International University, nos EUA, contaram com a participação de 75 crianças com três a cinco anos de idade, que foram convidadas a visualizar desenhos animados, entre os quais foram inseridos diferentes anúncios.
 

As crianças foram divididas em dois grupos distintos. O primeiro grupo viu um anúncio de promoção a batatas fritas e o segundo um anúncio no qual apareciam pedaços de maçã. Após visualizarem os desenhos animados e os anúncios, as crianças podiam escolher um dos cartões referentes aos alimentos anunciados. Antes de procederam à escolha, metade das crianças foi encorajada pelos pais a escolher a opção mais saudável e a outra metade permaneceu neutra.
 

O estudo revelou que 71% das crianças que viu o anúncio das batatas fritas escolheu o cartão no qual aparecia essa comida. Contudo, essa percentagem desceu para 55% quando as crianças foram motivadas pelos pais a escolherem a opção mais saudável, as maçãs.
 

"O estímulo dos pais para comer algo saudável ajudou a “corrigir” a mensagem dos anúncios, mas o seu efeito foi menor do que tínhamos antecipado", revelou o líder do estudo, Christopher Ferguson, em comunicado enviado à imprensa.
 

Os investigadores verificaram, por outro lado, que, entre as crianças que viram o anúncio das maçãs, apenas 46% escolheu as batatas fritas, e essa percentagem desceu para 33% quando foram encorajadas pelos pais a escolher o alimento mais saudável.
 

"As crianças foram claramente influenciadas pelos anúncios que viram. No entanto, os pais não são impotentes" para influir nos hábitos alimentares dos seus filhos, frisou o investigador.
O especialista acrescentou ainda que os pais conseguem ter uma maior influência "se forem consistentes com suas mensagens, a longo prazo, sobre alimentação saudável".
 

Em vez de se focarem na proibição de anúncios para as crianças, os autores do estudo sugerem que os políticos, advogados e produtores de alimentos se deviam concentrar em formas de promover o anúncio de alimentos saudáveis. Christopher Ferguson conclui, que "os efeitos de um anúncio podem trabalhar a favor e contra uma alimentação saudável."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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