ONU quer travar emigração de médicos

Projecto visa criar código de práticas internacionais

16 maio 2007
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Um grupo de peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou esta semana em Genebra um projecto para desenvolver um código de práticas internacionais que mitigue a emigração de médicos formados nos países pobres para Estados mais desenvolvidos.
 

 

A responsável da Iniciativa para a Migração de Pessoal da Saúde, Mary Robinson, assinalou terça-feira, numa conferência de imprensa, que regiões pobres como África, "não podem reforçar a sua assistência de saúde se os seus trabalhadores emigrarem".
 

 

Para abordar este problema, a Iniciativa para a Migração do Pessoal de Saúde quer desenvolver um código de boas práticas que proteja os direitos dos trabalhadores que migram, assegure contratações éticas e dê soluções para o impacto desse fenómeno nas nações em desenvolvimento.
 

 

Países como os EUA, com uma população cada mais idosa, precisam de cerca de duzentos mil médicos, necessidades que em muitas ocasiões colmatam com clínicos de África e da Ásia. Segundo a OMS, nos países desenvolvidos o número de médicos formados no exterior triplicou nas últimas três décadas. Só as Filipinas contribuíram com vinte mil médicos e enfermeiras para os Estados Unidos, explicou a ministra do Trabalho filipina, Patricia Aragón. Na Suazilândia, um pequeno país do sul de África, todos os anos entre 60 e 80 enfermeiras das 90 que se formam emigram para o Reino Unido, onde há uma grande procura de pessoal de saúde.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI-Médicos Na Internet

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