Ondas electromagnéticas dos telemóveis protegem contra a doença de Alzheimer

Estudo publicado no “Journal of Alzheimer’s Disease”

13 janeiro 2010
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Um estudo da University of Florida, nos EUA, verificou em ratinhos que a exposição às ondas electromagnéticas emitidas pelos telemóveis e antenas protege o cérebro contra a doença de Alzheimer e consegue até reverter os efeitos dessa condição neurodegenerativa. O estudo foi publicado no “Journal of Alzheimer’s Disease”.

 

A investigação foi realizada com 96 rainhos, a maioria dos quais tinha sido alterado geneticamente para desenvolver placas da proteína beta-amilóide (característica da doença de Alzheimer).
 

Ao longo de um período de sete a nove meses, todos os roedores foram expostos às ondas electromagnéticas geradas por um telemóvel durante duas horas por dia. Todas as gaiolas estavam à mesma distância da antena que emitia as radiações.

 

A aplicação da experiência aos roedores mais jovens, que ainda não apresentavam sinais de perda de memória, resultou na protecção das suas capacidades cognitivas, nomeadamente da memória, enquanto as cobaias mais velhas que já manifestavam problemas conseguiram, após alguns meses de exposição às radiações, recuperar a capacidade cognitiva.

 

Para testar as melhorias de memória dos roedores, os investigadores analisaram diariamente a temperatura cerebral após a exposição às radiações. Os cientistas sugerem que o aumento da temperatura permite a remoção das placas de beta-amilóide das células cérebro com Alzheimer.

 

Baseados nos resultados, que consideram promissores e inesperados, os cientistas concluíram que a exposição aos campos electromagnéticos pode ser uma forma eficaz e não-invasiva de prevenir e tratar a doença de Alzheimer nos seres humanos. “Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros electromagnéticos para efectivamente prevenir a agregação de beta-amilóide e remover os depósitos já existentes no cérebro, esta tecnologia pode ser rapidamente transformada em benefício dos humanos contra a doença de Alzheimer”, explicou, em comunicado enviado à imprensa, Chuanhai Cao, um dos autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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