Ondas de rádio podem identificar doenças do coração

Novo teste ajuda a prevenir problemas

02 dezembro 2002
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Afinal, as ondas de rádio servem muito mais do que simples veículos de transmissão de mensagens. Segundo um estudo, as ondas de alta frequência podem ser usadas para analisar amostras de sangue ao identificarem os pacientes que correm o risco de sofrer um ataque cardíaco.
 

 

Um novo teste, desenvolvido por cientistas do Imperial College, em Londres, e da Universidade de Cambridge, também na Grã-Bretanha, poderá ajudar a identificar mais cedo doentes de alto risco de doenças do coração. Deste modo, observaram os cientistas, a prevenção também é accionada mais cedo.
 

 

Os investigadores que avançaram com a novidade afirmam que o teste poderá acabar com a necessidade de outros exames, tais como a angiografia, em alguns pacientes.
 

 

A técnica utiliza apenas algumas gotas de sangue. E, em testes de pequena escala, o resultado oferecido pela nova técnica «bateu» o oferecido por uma angiografia completa em 95 por cento dos casos e identificou a gravidade da doença do coração em 80 por cento.
 

 

Como funciona?
 

 

As ondas de rádio de alta frequência são colocadas dentro da amostra de sangue para que as propriedades magnéticas das moléculas da amostra possam ser medidas.
 

 

O sangue do doente que, por exemplo, sofra de arteriosclerose provoca uma leitura diferente do que o um outro voluntário sem este problema de saúde porque contém substâncias químicas distintas como, provavelmente, o colesterol.
 

 

Programas de computador avançados podem agora interpretar essas diferenças com um alto nível de precisão.
 

 

Em todo o mundo, milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de problema no coração.
 

 

David Grainger, da Universidade de Cambridge, disse que «muitas dessas vidas poderiam ser salvas com uma forma barata e rápida de identificar os pacientes de alto risco».
 

 

 

Apesar do resultado destes testes apresentarem dados muito precisos, outros serão efectuados, incluindo um mega-estudo onde a técnica será testada no Hospital Paworth, perto de Cambridge. Caso se obtenha sucesso, a nova técnica poderá estar mais amplamente disponível dentro de dois anos.
 

 

«Essa técnica representa o mais perto que a ciência conseguiu chegar da máquina usada pelo Doutor McCoy em Jornada nas Estrelas, mas ainda há muito o que fazer», afirmou Jeremy Nicholson, do Imperial College.
 

 

Actualmente, é necessário uma máquina de grandes dimensões para que essa análise seja feita, mas acredita-se que no futuro o tamanho possa ser reduzido. A pesquisa sobre o novo teste foi publicada na revista Nature Medicine.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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