Ondas de calor são especialmente perigosas para as crianças

Indicações de um especialista da Loyola University Health System

09 julho 2012
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O Verão já chegou e com ele sobem os níveis dos termómetros, que chegam, por vezes, a níveis extremos. Embora muitos apreciem as ondas de calor, estas podem constituir um enorme perigo para as crianças, sendo que estas são mais vulneráveis a problemas relacionados com o calor do que os adultos.

 

Jerold Stirling, diretor do departamento de pediatria da Loyola University Chicago Stritch School of Medicine e pediatra da Loyola University Health System, explica que “o organismo das crianças não se consegue adaptar tão bem ao calor como o dos adultos. (As crianças) não transpiram de forma tão eficiente. Absorvem mais calor devido ao facto de o seu corpo ser mais pequeno e possuir uma superfície com uma área maior relativamente à massa corporal”.

 

O especialista considera que sempre que o calor atinge valores extremos, torna-se necessário ter cuidados especiais com as crianças, onde quer que estas se encontrem e qualquer que seja a sua idade. Acrescenta ainda que um dos maiores perigos consiste em deixar uma criança sozinha dentro de um carro num dia de calor: “ Seja qual for a idade da criança, isto pode ser perigoso e constituir mesmo um risco de vida. Mesmo que seja por um curto espaço de tempo e que deixe as janelas do carro abertas continua a ser perigoso. A temperatura do interior do carro pode estar vários graus acima da do exterior e isso expõe a criança a um maior risco de contrair uma insolação”. Jerold Stirling explica ainda que “é suposto as crianças brincarem ao ar livre. Pode acontecer, muitas vezes, que fiquem totalmente absorvidas nas suas atividades e que se esqueçam de fazer pausas. Elas ainda não sabem interpretar muito bem as manifestações do seu organismo”.

 

Os sintomas mais comuns de insolação podem incluir: irritabilidade, fadiga, dores de cabeça, cãibras musculares, náuseas, sede, boca seca e vómitos.

 

É aconselhável que os pais estimulem os filhos a praticar atividades físicas mas que assegurem que estes estão bem hidratados antes de as iniciarem, que bebem bastante água (cerca de 250ml por cada 20 minutos de exercício intenso) e que fazem pausas frequentes à sombra, para se refrescarem, explica o especialista.

 

Ainda segundo Jerold Stirling, é necessário que as crianças façam pausas para se hidratarem mesmo quando estão na piscina. “As bebidas desportivas só são necessárias se a criança praticar mais de 60 minutos de exercício intenso. A melhor bebida é a água. Os pais devem ter cuidado com as bebidas que dão aos filhos para os manterem hidratados. Os refrigerantes gaseificados contêm os ” 3 c” - calorias, cafeína e carbonatação – e não são a melhor combinação para os manter hidratados”.

 

Os pais devem também vigiar a urina dos filhos. Se a urina tiver um tom amarelo escuro indicará, normalmente, que a criança está desidratada.

 

O vestuário é igualmente crucial: deve ser leve, largo e de cores claras para que as crianças se mantenham confortáveis.

 

Se suspeitar que uma criança manifesta uma doença relacionada com o calor, deve-se seguir as seguintes indicações: dar água fria à criança, levá-la para uma área com sombra, colocar compressas frias sobre a pele da criança, se for necessário dar-lhe uma bebida desportiva, pôr a criança em posição sentada com as pernas elevadas ao nível do coração e chamar o 112 e procurar assistência médica se os sintomas persistirem.

 

Num indivíduo com insolação a temperatura corporal pode chegar aos 40 graus. Se isto acontecer são necessários cuidados médicos urgentes. Se se verificar uma alteração no nível de consciência da vítima deve-se procurar assistência médica imediata.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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