Dados da Direcção-Geral da Saúde citados pelo jornal Público
Durante os períodos de maior calor registados em 2009 foram contabilizadas cerca de mil mortes adicionais, segundo estimativas divulgadas esta semana pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e citadas pelo jornal “Público”.
Os dados constam do relatório final de avaliação do Plano de Contingência para Ondas de Calor 2009. De acordo com o mesmo jornal, “este resultado classifica 2009 como o pior ano em mortalidade associada a temperaturas elevadas desde 2003, quando um Verão avassalador coincidiu com cerca de dois mil óbitos adicionais”.
Referem os dados da DGS que, no ano passado, o período mais crítico ocorreu entre 10 e 23 de Agosto, em que as temperaturas estiveram acima dos 35 graus celsius durante vários dias consecutivos em diferentes pontos do país. Nesse período, refere o mesmo jornal, “a mortalidade adicional estimada, em relação aos dois anos anteriores, foi de 450,5 óbitos”.
As outras quatro ondas de calor, registadas em Maio, Junho, Julho e Setembro, originaram 515,5 mortes a mais. “No total, entre 15 de Maio e 30 de Setembro, terão morrido 966 portugueses a mais do que em 2007 e 2008, anos com Verões muito mais amenos.”
Citado pelo “Público”, o subdirector-geral de Saúde, José Robalo, disse que o número é preocupante, mas que não houve nenhum sinal de alarme que o fizesse prever.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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