OMS pretende reduzir mortalidade prematura até 2025

Assembleia Mundial de Saúde: 21 resoluções e três decisões

29 maio 2012
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A Organização Mundial de Saúde pretende reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis, como o cancro e a diabetes, até 2025.

 

Após seis dias de discussão na Assembleia Mundial de Saúde, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) realiza anualmente em Genebra, na Suíça, os delegados dos 194 países membros adotaram 21 resoluções e três decisões.

 

De acordo com as conclusões do encontro, às quais a agência Lusa teve acesso, “os Estados membros concordaram em adotar uma meta global de redução de 25% na mortalidade prematura por doenças não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias crónicas, em 2025”.

 

A OMS pretende envolver neste combate outros setores fora da Saúde, “para evitar mortes prematuras e reduzir a exposição a fatores de risco, como o uso do tabaco, o uso nocivo de álcool, dieta não saudável e sedentarismo”.

 

Os Estados membros aprovaram um relatório sobre os progressos das metas da Saúde até 2015 estabelecidas nos Objetivos do Milénio, embora tenham reconhecido que ainda há muito para fazer nos próximos três anos.

 

Como desafios da organização, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, destacou ainda “a saúde do idoso, a saúde materno-infantil, a sub e a sobrenutrição, a erradicação da poliomielite e as exigências da saúde durante as emergências humanitárias".

 

Vários Estados apoiaram o conceito de cobertura universal da saúde, que “deve ser uma das principais prioridades dos projetos de desenvolvimento dos países, porque sem saúde nenhum desenvolvimento é possível", revelou o presidente eleito da Assembleia Mundial da Saúde, Thérèse N'Dri-Yoman.

 

Muitos dos participantes pediram à OMS para continuar com políticas de educação sexual e de sensibilização para o problema do casamento precoce e da gravidez na adolescência.

 

Outra das resoluções tomadas no encontrou envolveu o incentivo de um envelhecimento ativo e saudável, com medidas que levem à participação dos idosos na sociedade.

Os países reconheceram a necessidade de uma resposta global e coordenada para enfrentar os transtornos mentais de saúde, incluindo a redução do estigma e da discriminação, a reintegração de pacientes no trabalho e na sociedade, o apoio aos prestadores de cuidados e às famílias e a necessidade de a saúde mental constar dos orçamentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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