OMS espera que 2019 seja ano de combate à malária

Organização tem esperança num reforço das verbas

03 janeiro 2019
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) espera que 2019 seja um ano em que políticos de todo o mundo reforcem as verbas dos respetivos orçamentos de Estado para o combate à malária.
 
“Nos últimos 15 anos houve um progresso como nunca antes, mas esse progresso parou”, referiu Pedro Alonso, diretor do programa de combate à malária da OMS, em entrevista à Lusa.
 
As mortes provocadas pela malária em todo o mundo voltaram a diminuir em 2017 para um total estimado de 435 mil vítimas (menos 3,6% que em 2016), mas calcula-se que o número de casos tenha subido de 217 para 219 milhões.
 
Mais de 90% dos casos e das vítimas mortais estão no continente africano e a maioria são crianças, o mesmo padrão de estudos anuais anteriores.
 
O apelo do diretor do programa de combate à malária da OMS para que haja reforço de verbas nos orçamentos de Estado é dirigido sobretudo para África. O mesmo deve acontecer nos países livres de malária - como é o caso dos Estados europeus -, uma vez que a malária “é um dos grandes problemas de saúde global”.
 
“Sabemos que já houve países que conseguiram livrar-se da malária, mas tiveram reintroduções e, portanto, ninguém está a salvo”, sublinhou à Lusa. 
 
Moçambique é o terceiro país do mundo mais afetado com 5% dos casos de malária no mundo e o oitavo onde a doença mais mata (3% do total de vítimas), segundo o relatório anual divulgado pela OMS.
 
Só a Nigéria (25%) e a República Democrática do Congo (11%) têm mais casos estimados, o que faz de Moçambique o país lusófono mais atingido pela malária - Angola surge em 13.º lugar com 2% do total mundial de casos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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