OMS discute Síndroma da Classe Turística

Médicos e companhias aéreas reunidos em Genebra

14 março 2001
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No dia de ontem reuniram-se em Genebra, sob a égide da OMS, médicos e representantes de várias companhias de aviação civil, para discutirem o chamado “síndroma da classe turística”.
 

 

Numa coisa os vários peritos estiveram de acordo, existe realmente um aumento no risco de desenvolver fenómenos trombo-embólicos em passageiros de voos de longo curso. Por isso ficou decidida a realização de um amplo estudo que irá englobar no mínimo 100.000 passageiros, sendo estes interrogados e examinados antes e depois de efectuarem os voos.
 

 

O cirurgião britânico John Scurr afirmou, que passageiros que já padecem de patologias prévias tais como: pessoas obesas, com neoplasias ou com antecedentes trombo-embólicos e ainda mulheres que tomam contraceptivos orais, apresentam um risco aumentado. Chamou ainda a atenção para o facto de que a denominação “Síndroma da Classe Turística” pode induzir em erro, um vez que ainda não existem dados concretos de que estes fenómenos se verifiquem apenas em passageiros que viajam em classe turística e não em qualquer outro tipo de lugar.
 

 

Devido ao reduzido espaço entre os lugares, bem como ao longo período de imobilização a que os passageiros, principalmente na classe turística, são submetidos, o risco de uma trombose venosa profunda dos membros inferiores aumenta consideravelmente. Existe ainda o perigo iminente de estes trombos se destacarem entrando em circulação, o que pode dar origem a embolias pulmonares, muitas vezes fatais, se não forem tratadas com extrema urgência.
 

 

Nesta reunião participaram representantes de 16 companhias aéreas (Air France, Alitalia, British Airways, Cathay Pacific Airways, Emirates, Iberia, Japan Airlines, KLM, Lufthansa, Qantas, South African Airways, Singapore Airlines, Swissair, United Airlines, Varig and Virgin Atlantic Airways) além de membros da ICAO (International Civil Aviation Organization) e da IATA (International Air Transport Association).
 

 

Para saber mais acerca do síndrome da classe turística leia o nosso artigo na Revista MNI
 

 

 

Fontes: Medicine Worldwide e a Net Doktor
 

 

Adaptado por:
 

David Ferreira
 

MNI- Médicos na Internet

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