OMS defende aumento dos impostos sobre o tabaco

Medida poderia salvar 11 milhões de vidas em três anos

29 maio 2014
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O aumento dos impostos sobre o tabaco em 50% permitiria, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), reduzir o número de fumadores em 49 milhões e salvar 11 milhões de vidas em três anos.
 

A OMS lembra, a propósito do dia Mundial sem Tabaco que se celebra no dia 31 de Maio, que a cada seis segundos alguém morre devido ao consumo de tabaco. “O tabaco mata até metade dos seus utilizadores. Também representa custos consideráveis para as famílias, as empresas e os governos”, refere organização, sediada em Genebra.
 

De acordo com a organização, aumentar os impostos sobre o tabaco encoraja os fumadores a deixarem o vício e previne novas dependências. "Aumentar os impostos sobre o tabaco é a forma mais eficaz de reduzir o consumo e salvar vidas”, referiu a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da organização.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a OMS argumenta que os preços elevados são particularmente eficazes para desencorajar os jovens, que normalmente têm menos recursos do que os adultos, de começar a fumar. Também encorajam os jovens fumadores a reduzir o consumo ou a deixar de fumar.
 

“As políticas fiscais são controversas, mas este é o aumento de impostos que todos podem suportar. À medida que os impostos sobre o tabaco aumentam, as mortes e as doenças diminuem”, disse por seu lado o diretor do departamento para a prevenção das doenças não transmissíveis na OMS, Douglas Bettcher.
 

A OMS exemplifica com os casos de França e das Filipinas, países que já comprovaram os benefícios de impostos elevados sobre o tabaco. Em França, onde o preço do tabaco ajustado à inflação triplicou entre o início dos anos 1990 e 2005, as vendas diminuíram em mais de 50% e o número de jovens a morrer de cancro do pulmão começou a diminuir.
 

De acordo com a OMS, o consumo de tabaco é a principal causa de morte evitável no mundo, matando quase seis milhões de pessoas todos os anos, entre as quais 600 mil não-fumadoras. Se nada for feito, o tabaco vai matar mais de oito milhões de pessoas por ano até 2030, 80% dos quais nos países de médio e baixo rendimento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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