OMS dá prioridade à luta contra a tuberculose
04 junho 2002
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer identificar 70 por cento dos novos casos de tuberculose e curar 85 por cento destes até 2005, para combater uma doença que mata dois milhões de pessoas por ano.
 

 

A tuberculose é a principal causa de morte entre as mulheres em idade fértil e a doença continua a expandir-se com o aumento das bactérias resistentes aos medicamentos, anunciou a OMS durante o 4/o Congresso Mundial da Tuberculose, em Washington.
 

 

Um dos problemas da doença reside no facto de a tuberculose latente ser de difícil diagnóstico, sobretudo nos países menos desenvolvidos.
 

 

Quando a doença é finalmente detectada, podem ter sido infectadas mais 10 ou 15 pessoas.
 

 

Os peritos reunidos em Washington estimam que cerca de um terço da população mundial, cerca de dois mil milhões de pessoas, estejam infectadas com a bactéria da tuberculose, na maioria dos casos na sua forma latente.
 

 

No entanto, mesmo sob esta forma a doença pode contagiar outras pessoas, através da saliva espalhada por espirros ou tosse.
 

 

Cerca de 10 por cento dos portadores da infecção latente (200 milhões de pessoas) desenvolvem efectivamente a doença, sem que os investigadores saibam por enquanto o que faz com que alguns indivíduos portadores nunca cheguem a adoecer.
 

 

Actualmente, a tuberculose mata cerca de dois milhões de pessoas por ano em todo o mundo mas alguns cientistas estimam que mais de 90 milhões de pessoas possam sucumbir à doença nos próximos 30 anos.
 

 

A China e a Îndia registam, em conjunto, mais de um terço dos casos em todo o mundo.
 

 

Combate
 

 

No entanto, os dois países tem registado grandes progressos no combate à doença, graças a um programa da OMS denominado "DOTS" (sigla em inglês de Direct Observed Treatment Shot-Course), que consiste num acompanhamento activo dos doentes pelo menos nos dois primeiros meses do tratamento.
 

 

De facto, uma combinação de drogas, incluindo isoniazida e rifampina, tem demonstrado ser eficaz na cura da tuberculose mas o tratamento demora entre 6 a 9 meses, um regime muitas vezes difícil de seguir.
 

 

O facto de muitos doentes não efectuarem adequadamente o tratamento encoraja o desenvolvimento de estirpes da tuberculose resistentes que podem ser passadas a outros doentes.
 

 

Os cientistas calculam que, em todo o mundo, cerca de 4 por cento dos casos de tuberculose envolvam uma bactéria resistente a pelo menos um dos medicamentos.
 

 

A OMS estima que seria necessário gastar 1,2 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros) por ano para assegurar o tratamento dos doentes e deter a expansão da tuberculose nos 22 países que totalizam 80 por cento dos casos mortais.
 

 

Portugal continua a ser o país da União Europeia com maior taxa de casos notificados, cerca de 41 por cem mil habitantes, segundo dados da Comissão Nacional da Luta contra a Tuberculose referentes a 2000.
 

 

No entanto, estes valores revelam uma tendência decrescente da incidência de casos notificados.
 

 

Fonte: Lusa
 

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