OMS aconselha pílula de baixa dosagem

Metade das portuguesas usa este método contraceptivo

27 outubro 2004
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A diferença entre uma pílula de elevada dosagem e outra mais fraca é apenas uma: a primeira é muito mais prejudicial para a saúde da mulher do que a segunda, podendo mesmo originar problemas tromboembólicos. Este alerta foi dado por alguns especialistas que estarão reunidos em Lisboa e que, à semelhança da Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendam veemente as pílulas de baixa dosagem - com um reduzido teor de estrogénios (20 ou 15 microgramas).«Quanto menos dosagem melhor. A nível de contracepção o resultado é o mesmo e não nos podemos esquecer de que este é o principal objectivo de uma pílula», explicou ao DN Sílvia Roque. Esta especialista em ginecologia e obstetrícia, lembra ainda que qualquer pílula - o método contraceptivo utilizado em Portugal por mais de metade da população feminina em idade fértil e por cem milhões de mulheres em todo o mundo -, por si só, «não engorda».Salvaguardando que «cada mulher é uma mulher», e que «o que é indicado para uma pode não ser para outra», Sílvia Roque diz que «deve começar-se sempre pela pílula mais fraca. Só se a mulher não se der bem ou não obtiver resposta para o seu problema - por exemplo acne ou hirsutismo (excesso de pelos) - é que se deve aumentar a dosagem».A necessidade de regularizar o ciclo menstrual também «obriga», por vezes, os médicos a prescrever pílulas mais fortes.Uma das principais causas apontadas pelas mulheres para abandonarem a terapêutica tem a ver com os seus efeitos secundários.  No entanto, as pílulas de baixa dosagem, devido ao seu reduzido teor de estrogénios, promovem uma pouca incidência de efeitos colaterais de natureza estrogénica (tensão mamária, náuseas, cefaleias, irritabilidade, peso).As pílulas de baixa dosagem estão disponíveis no mercado há 12 anos e abarcam 52 por cento da prescrição médica. Independentemente da sua dosagem, a pílula não deve ser usada por fumadoras com mais de 35 anos, grávidas, mulheres pelas quais ainda não tenham passado 40 dias após o parto e que sangrem entre as menstruações.Fonte: DN

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