Olhe bem para os seus pais

Aparência dos progenitores influencia saúde dos filhos

13 janeiro 2004
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Ter uma mãe baixinha e um pai gordo são factores que podem indicar uma maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde quando chegar à idade adulta, segundo um estudo do Instituto para Saúde Infantil da Grã-Bretanha.
 

O estudo mostra que a combinação da aparência dos pais pode gerar um bebé com peso abaixo da média que depois se torna num adulto obeso. Isso aumenta as hipóteses de problemas cardíacos, tensão arterial elevada e diabetes.
 

Sete mil pessoas nascidas em Março de 1958 foram analisadas em vários momentos das suas vidas, quando tinham 7, 11, 16, 23 e 33 anos.
 

«As causas dos altos riscos de problemas de saúde da geração nascida em 1958 podem ter origem não só na vida uterina como no próprio estilo de vida da mãe, com condições adversas tendo um efeito prejudicial», explicou à BBC Chris Power, que chefiou a investigação.
 

O estudo, publicado pelo Journal of Epidemiology and Community Health, concluiu que 284 homens e 338 mulheres podem ser considerados como pertencentes ao grupo de pessoas que apresentam alto risco em desenvolver doenças cardíacas.
 

Aos sete anos, os homens tinham um centímetro a menos que a média, e as meninas eram dois centímetros mais baixas que as outras. Quando chegaram aos 33 anos, tinham uma média de três centímetros a menos.
 

Para cada um centímetro adicional da altura da mãe, as probabilidades de a criança pertencer grupo de risco caía em cinco por cento.
 

O grupo também começou a apresentar excesso de peso a partir dos sete anos de idade e, desde então, engordou mais e mais rapidamente do que as pessoas do outro grupo.
 

Os homens e mulheres que compunham o grupo de risco de problemas de saúde vinham, geralmente, de famílias da classe trabalhadora e eram filhos de mães que fumaram durante a gravidez.
 

Mas, ter um pai obeso também aumenta as hipóteses de o filho ter problemas de saúde quando adulto. Os investigadores do Instituto para Saúde Infantil concluíram ainda que para cada unidade de excesso do índice da massa corporal registado – calculado a partir da divisão do peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros – as probabilidades de a criança pertencer ao grupo de risco aumentavam em sete por cento.
 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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