Olhares furtivos são mais do que simples olhares

Veja o que revela um estudo recente

11 outubro 2001
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Quem, no meio da multidão, nunca trocou um olhar furtivo com um desconhecido? Os olhares que trocamos no meio da multidão são muito mais do que cenas furtivas de romances de tirar o fôlego.
 

 

De acordo com um grupo de investigação do departamento de psicologia da University College London coordenado por Knup Kampe, os olhares furtivos estimulam a actividade numa zona específica do cérebro relacionada com a recompensa.
 

 

Em entrevista à agência Reuters, K. Kampe explica: «O que conseguimos demonstrar é que quando estabelecemos contacto visual com uma pessoa que nos é atraente, a área cerebral relacionada com a sensação de recompensa é activada.» E continua: «Se vemos uma pessoa que achamos atraente mas não conseguimos estabelecer contacto visual com ela, a actividade nessa região do cérebro diminui e isto é um sinal fisiológico do desapontamento.» Os galanteios, por sua vez, activam uma outra zona cerebral designada por estriado ventral.
 

 

Neste trabalho, os investigadores constataram nos estudos que fizeram com animais que a zona do cérebro que é activada quando se trocam olhares furtivos é a mesma que indica a sensação de recompensa quando os animais conseguem obter água e à comida. «Este é o primeiro estudo que mostra que esta região além de ser activada quando se obtêm alimentos, também processa recompensas no contexto das interacções sociais humanas,» disse K. Kampe na mesma entrevista.
 

 

Os cientistas também realizaram estudos em seres humanos em que analisaram as imagens do cérebro de homens e mulheres captadas durante a visualização de fotografias de várias pessoas. Após a visualização de cada fotografia os voluntários tiveram de classificar o seu grau de atracção por cada pessoa vista em cada uma. Depois de reunir toda a informação, os investigadores e conseguiram estabelecer uma relação entre a visualização de uma pessoa atraente e a activação daquela região específica do cérebro.
 

 

Knup Kampe acredita que esta investigação pode explicar como em apenas quatro ou cinco segundos se solidificam e se tornam duradouras as primeiras impressões que formamos acerca das pessoas que conhecemos.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos na Internet

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