Olfacto reforça sobrevivência dos neurónios

Cheiros protegem de «morte celular»

28 março 2004
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Os cheiros reforçam a sobrevivência dos neurónios sensoriais olfactivos (NOS) e protege-os da «morte celular» associada a doenças neurodegenerativas como as de Alzheimer e Parkinson, e outras como a sinusite, diz um estudo divulgado na semana passada.Os autores do trabalho - dirigidos por Daniel R. Storm, da Universidade de Washington em Seattle, e publicado pela revista Neuron - desenvolveram um novo método para «monitorizar»a sobrevivência das NOS após a sua estimulação por cheiros, e para examinar «os caminhos de sinais» requeridos para a sobrevivência celular.Os neurónios olfactivos foram etiquetados com uma técnica sofisticada «não invasiva» de adenovirus, cuja infecção está associada nos seres humanos a doenças respiratórias, conjuntivas e dos tecidos linfóides.De acordo com as conclusões do estudo, a exposição dos NOS aos cheiros reforçou a sobrevivência de subgrupos de neurónios normalmente afectados por estímulos causadores de morte celular, e permitiu detectar «o caminho de sinais químicos que protege os neurónios da morte».A descoberta é importante sobretudo para os animais porque a permanência das «células detectoras de cheiros» dependeria, segundo esta análise, dos cheiros encontrados no ambiente, alguns dos quais críticos para a sobrevivência.Para as pessoas, a descoberta «tem implicações médicas, na medida em que as NOS estudadas morrem em consequência de doenças comuns, como a sinusite», explicou o coordenador do estudo.«Além disso, o sentido do olfacto perde 1 por cento da sua capacidade por ano, e a perda do olfacto está associada a diversas doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson», assinalou.Fonte: Lusa

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