Olfacto diminui com a idade

Cientistas avisam para acidentes provocados pela deficiência

13 abril 2003
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Um em cada quatro idosos pode sofrer de alterações no sentido do olfacto, apesar de muitos nem sequer darem por isso, segundo os resultados de um estudo norte-americano.
 

 

Perder capacidades do olfacto pode ser extremamente perigoso, uma vez que coloca o idoso em maior risco de desnutrição – sem o olfacto apurado, os idosos comem menos alimentos, dado não lhe saber bem - e menos desperto para detectar fumo ou uma fuga de gás.
 

 

Por isso, os autores do estudo recomendam aos médicos para que prestem atenção especial à capacidade olfactiva dos idosos.
 

 

Claire Murphy, da Universidade Estatal de San Diego, em conjunto com uma equipa da Universidade da Califórnia em San Diego, avaliaram o sentido olfactivo numa amostra de quase 2.500 pessoas, com idades entre os 53 a 97 anos.
 

 

Os investigadores pediram aos participantes que qualificassem o sentido de olfacto para que pudessem usar uma prova de «identificação de odores», de modo a avaliar a capacidade dos mais velhos.
 

 

Muitos participantes com alterações olfactivas ainda não tinham detectado a deficiência, informaram os cientistas. Os resultados dos testes comprovaram alterações no sentido de cerca de 25 por cento dos participantes e apenas 9,5 por cento acreditou que, de facto, o seu sentido olfactivo não era normal.
 

 

O sentido do olfacto diminuiu com a idade, em quase 63 por cento das pessoas entre os 80 e os 97 anos. Em relação às diferenças entre sexos, os homens apresentaram uma tendência maior a piorar o sentido do olfacto em comparação com as mulheres, assim como os fumadores. Também as pessoas que tinham sofrido Acidente Vascular Cerebral apresentaram uma diminuição no sentido. O mesmo aconteceu com pessoas com congestão nasal, infecções nas vias respiratórias superiores ou epilepsia.
 

 

O estudo indicou ainda que «uma fatia significativa da população senil sofre de alterações na sua capacidade para identificar odores caseiros comuns e a maioria (dos idosos) não se dão conta da deficiência», escreveram os investigadores.
 

 

«Há uma clara necessidade», segundo a equipa, «de educar os idosos e quem toma conta deles sobre os perigos potenciais que acompanham as alterações da função olfactiva e como podem evitar esses perigos»
 

 

Em alguns casos, os problemas no olfacto podem corrigir-se, por exemplo ao tratar da sinusite. No caso de não haver solução para o caso, pode-se precaver situações de risco, tais como colocar detectores de incêndio em casa.
 

 

E como a maior parte das pessoas não se apercebe da diminuição do sentido, os investigadores aconselham a realização de exames médicos para avaliação do problema.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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