Óleo de peixe reduz depressão em rapazes

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

22 agosto 2010
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Comer mais peixes gordos, como a sardinha ou o salmão, reduz a depressão em rapazes, mas o mesmo não foi verificado nas raparigas, aponta um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

 

Os peixes gordos contêm ácidos gordos ómega 3, que incluem os EPA (eicosapentaenóico) e os DHA (docosahexaenóico). Dado que estes nutrientes influem no funcionamento cerebral, muitos investigadores têm questionado se o seu consumo poderia reduzir o risco de desenvolvimento de depressão.

 

Embora a relação entre o consumo destes peixes por adultos e a frequência da depressão tenha sido analisada, até ao momento ainda não tinha sido avaliada essa relação entre adolescentes, um grupo propenso à depressão.

 

Tendo por base esse objectivo, a equipa liderada por Kentaro Murakami, da Universidade de Tóquio, no Japão, analisou as duas variáveis (dieta e depressão) em mais de 6.500 estudantes japoneses do ensino secundário, com idades entre os 12 e os 15 anos.

 

Desse total, 23% dos rapazes e 31% das raparigas tinham sintomas depressivos, tais como baixa auto-estima, falta de esperança e alterações no sono.

 

Da avaliação dos questionários sobre alimentação, e depois de se considerarem outros factores como idade e educação dos pais, os investigadores verificaram que os rapazes que comiam mais peixe (o quinto superior da escala de consumo) tinham uma possibilidade 27% inferior de estarem deprimidos, em comparação à dos rapazes que consumiam menos peixe. Contudo, esta relação não foi constatada nas raparigas.

 

A equipa de cientistas admite que, embora esta diferença entre géneros seja difícil de explicar, algumas hipóteses podem ser colocadas, como uma origem genética da depressão mais sólida nas mulheres do que nos homens.

 

Os autores assinalam ainda que estes resultados não são, por enquanto, suficientes para que se afirme que o consumo de peixe rico em ómega-3 reduza, de facto, a depressão. No entanto, se isso se vier a confirmar em estudos posteriores, terá sido dado um passo importante para prevenir a doença.  

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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