Óleo de peixe pode melhorar o metabolismo da gordura

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

21 dezembro 2015
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Investigadores japoneses constataram que o óleo de peixe transforma as células que armazenam gordura em células que queimam gordura, o que pode reduzir o aumento do peso na meia-idade, dá conta um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
 
Os investigadores da Universidade de Quioto, no Japão, explicaram que o óleo de peixe ativa recetores no trato digestivo, ativa o sistema nervoso simpático e induz a metabolização da gordura.
 
Nem todo o tecido adiposo armazena gordura. As células do tecido adiposo branco armazenam gordura para manter o fornecimento de energia, enquanto as células do tecido adiposo castanho metabolizam a gordura para manter o corpo a uma temperatura estável. As células do tecido adiposo castanho são abundantes nos bebés, mas o seu número diminui ao longo da idade.
 
Recentemente, a comunidade científica descobriu, em humanos e em ratinhos, um terceiro tipo de tecido adiposo, o bege, que parece funcionar de um modo semelhante ao tecido adiposo castanho. Este tecido adiposo também diminui à medida que as pessoas se aproximam da meia-idade. Os investigadores referem que sem estas células que metabolizam a gordura, esta continua a acumular-se durante décadas ser nunca ser utilizada. 
 
Neste estudo, os investigadores liderados por Teruo Kawada decidiram averiguar se o número de células do tecido bege poderia ser aumentado através da ingestão de determinados alimentos.
 
Estudos anteriores já tinham indicado que o óleo de peixe tinha um grande benefício para a saúde, incluindo a prevenção da acumulação de gordura. Deste modo, os investigadores decidiram testar se o óleo de peixe e o aumento das células do tecido adiposo bege estavam associados.
 
Os investigadores forneceram a um grupo de ratinhos uma alimentação com elevado teor de gordura e a outros grupos o mesmo tipo de alimentação conjuntamente com óleo de peixe. O estudo apurou que este último grupo de ratinhos aumentou 5-10% menos de peso e 15-25% menos de gordura, comparativamente com os animais que não ingeriram o óleo de peixe.
 
Os investigadores também constataram que células do tecido adiposo bege formavam-se a partir das células do tecido adiposo branco quando o sistema nervoso simpático era ativado, o que significa que determinadas células que armazenam a gordura adquirem a capacidade de metabolizar.
 
Na opinião de Teruo Kawada, estes resultados podem explicar por que motivo a alimentação japonesa e mediterrânica são benéficas para a saúde, contribuindo assim para uma maior longevidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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