Oito mil milhões de preservativos para combater Sida

Países não-desenvolvidos são os mais flagelados com a doença

16 julho 2003
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A organização não-governamental americana Population Action International (PAI) afirmou recentemente que os países em desenvolvimento precisariam receber oito mil milhões de preservativos gratuitos por ano para combater a disseminação da Sida.
 

 

No entanto, estes países recebem apenas um único milhão, número que nos próximos anos pode tornar-se irrisório diante da necessidade cada vez maior da região – a ONG calcula que até o fim da década serão necessários 18 mil milhões de preservativos por ano.
 

 

A denúncia foi feita pela PAI durante uma conferência sobre Sida em Paris, onde também foi divulgado um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a necessidade também de mais doações de remédios contra a tuberculose.
 

 

Segundo a organização, a Índia é o país que mais sofre com a tuberculose, com quase dois milhões de novos casos por ano – um quarto do total mundial. No entanto, a incidência da doença está a ocorrer também na Rússia e na África – que, segundo os especialistas, praticamente não teria casos de tuberculose, não fosse a Sida.
 

 

Os medicamentos contra Sida custam em África cerca de 10 euros por paciente, mas apenas um terço dos doentes tem acesso ao medicamento. Além da tuberculose, a falta de preservativos também seria um grave problema em África, já que, segundo a organização, isso praticamente destrói os esforços no combate à doença.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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