OGM não apresentam riscos significativos para a saúde
09 outubro 2001
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As culturas com Organismos Geneticamente Modificados (OGM) não apresentam riscos significativos para a saúde e podem ser mais seguras que a agricultura convencional, indicam resultados de 81 projectos de investigação financiados pela União Europeia (UE).
 

 

A Comissão Europeia publicou ontem um relatório que reúne as conclusões destes trabalhos, desenvolvidos nos últimos 15 anos, em que participaram 400 equipas de todas as regiões da UE e que contaram com fundos comunitários no valor de 70 milhões de euros (14 milhões de contos).
 

 

Esta publicação inclui resultados de investigações sobre micróbios, alimentos, plantas, produtos piscícolas e vacinas com modificações genéticas.
 

 

Nestes testes, «não foi detectado qualquer risco para a saúde nem para o meio ambiente, à parte certos imprevistos próprios de qualquer cultura tradicional», indicou o comissário para a Investigação, Philippe Busquin, em conferência de imprensa.
 

 

Além disso, o uso de uma tecnologia mais precisa e de um maior controlo fazem com que os OGM sejam mais seguros que as plantas e os alimentos convencionais, segundo o relatório.
 

 

O documento refere também que, no caso de existirem riscos destes OGM para a saúde, este poderiam ser detectados com os actuais sistemas de controlo.
 

 

 

Boas Notícias
 

 

Busquin realçou que as «boas notícias» (ausência de riscos) nem sempre chegam ao debate público e político sobre transgénicos.
 

 

O especialista em biotecnologia Phil Dale sublinhou que os OGM podem ter consequências benéficas para a fauna e flora, como, por exemplo, na cultura de plantas resistentes a herbicidas.
 

 

A publicação deste relatório coincidiu com o arranque de um grupo de trabalho científico, promovido pelo executivo comunitário, sobre OGM, que vai iniciar a sua actividade com o estudo do milho da variedade «bt», um dos primeiros transgénicos autorizados na UE.
 

 

Dale manifestou que o futuro da agricultura e da alimentação não depende apenas dos OGM, mas de outros elementos como a redução do uso de pesticidas, campo em que a biotecnologia pode ter um papel importante.
 

 

O perito sublinhou, contudo, que ainda existem lacunas no campo dos OGM, como a ausência de métodos cem por cento seguros que garantam que num produto convencional não existem transgénicos.
 

 

A Comissão Europeia apresentou em Junho uma proposta para regular o controlo desde a origem até ao ponto de venda dos produtos transgénicos e, actualmente, existe uma moratória «de facto» à autorização de novos OGM, perante a oposição de alguns países da UE em comercializar estes produtos no seu território.
 

 

Lusa
 

 

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