Oftalmologia com 20 mil pessoas em lista de espera

Mas cirurgias duplicaram num ano

18 dezembro 2009
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Perto de 20 mil portugueses ainda se encontram em lista de espera para Oftalmologia, apesar de o número de cirurgias ter quase duplicado num ano e de o tempo médio de espera para primeira consulta ter sido reduzido para quase metade, refere uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

O secretário de Estado-adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, e o coordenador do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), Pedro Gomes, revelaram que é muito positivo o balanço do Programa de Intervenção em Oftalmologia, criado para reduzir o tempo de espera por consultas de oftalmologia e garantir o acesso à cirurgia da catarata em tempo adequado.

 

Pedro Gomes apelidou de “significativo" o aumento do número de primeiras consultas em oftalmologia, que passou de122.878 no primeiro semestre de 2008 para 167.171 nos primeiros seis meses de 2009. De acordo com coordenador, o aumento verificado foi “transversal a todas as regiões do país”.

 

É de salientar que a média do tempo de espera para primeira consulta oftalmológica diminuiu quase para metade: em Dezembro de 2007 ela era de 11,30 meses e, em Junho de 2009, passou para 6,13 meses. Apesar desta descida, Manuel Pizarro defendeu que ainda é preciso melhorar este tempo.

 

Os dados divulgados na passada quarta-feira sugerem também um aumento significativo do número de cirurgias no decorrer do programa. No primeiro semestre de 2007 foram realizadas 28.741 cirurgias, enquanto no primeiro semestre de 2009 este número quase duplicou.

 

Na opinião de Pedro Gomes, foram atingidos todos os objectivos propostos no Programa de Intervenção em Oftalmologia, que passavam por contratualizar 30 mil cirurgias e 75 mil primeiras consultas adicionais, promover nos hospitais públicos o aumento da produção base, criar Centros de Elevado Desempenho para a cirurgia da catarata e regular o acesso ao hospital, transferências e cirurgias através da Consulta a Tempo e Horas e do SIGIC.

 

Manuel Pizarro realçou ainda o esforço de alguns hospitais, nomeadamente o de Faro, Aveiro, Beja, Bragança, Mirandela, Penafiel, Amarante e Feira, na redução da mediana de espera para cirurgia para um mês, “um resultado extraordinário que é preciso replicar noutros sítios”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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