Óculos de sol contribuem para a saúde ocular

Alerta da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

14 julho 2014
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Para além do protetor solar e chapéu-de-sol, os portugueses também devem de inclui no “kit” de proteção os óculos de sol, que devem ter a capacidade de filtrar a radiação UVA e UVB, relembra a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).
 

O comunicado enviado por esta Sociedade refere que apesar de não haver uma determinação exata da suscetibilidade do olho à radiação solar, sabe-se que doses elevadas produzem fotoconjuntivite (inflamação da conjuntiva) e fotoqueratite (inflamação da córnea). As exposições prolongadas, mesmo a baixas intensidades estão relacionadas com patologias mais graves como cataratas, pterígio, carcinomas e/ou degenerescência macular da retina.
 

“O principal perigo é a radiação ultravioleta (UV), raios invisíveis da energia solar que também são produzidos por fontes artificiais como a soldadura elétrica, os solários e o laser. Mais de 99% da radiação UV direcionada para os nossos olhos é absorvida pelas estruturas anteriores do olho. No entanto, é sempre possível que alguma dessa radiação possa chegar à retina e originar lesão. Assim, a exposição prolongada aos raios UVA e UVB pode causar lesões nos olhos colocando em risco a visão”, explica o coordenador do grupo de Ergoftalmologia da SPO, Vítor Leal.
 

Assim, para proteger a saúde ocular, Vítor Leal recomenda “evitar a exposição solar, principalmente quando o tamanho da nossa sombra é menor do que o nosso tamanho real (entre as 11h00 e as 16h00). É também aconselhável o uso de chapéu e óculos escuros de boa qualidade, que ofereçam proteção adequada aos seus olhos, não apenas durante o verão, mas sim durante todo o ano”.
 

As lentes deverão eliminar entre 99 e 100% da radiação UVA e UVB e entre 75 e 90% da radiação visível para evitar o desconforto ocular e as reflexões excessivas, estar livres de imperfeições, não distorcer imagens ou mudar as cores e serem de cor cinzenta, verde ou castanha.
 

Ao volante, o cuidado com a visão deve ser reforçado. “Há doenças oculares que não têm sintomas na sua fase inicial mas podem comprometer a qualidade da visão e, logo, a segurança da condução. Falamos do glaucoma, retinopatia diabética, retinopatias pigmentadas ou problemas do nervo ótico. As doenças que alteram a transparência do olho também podem ser problemáticas pois causam maior sensibilidade à luz”, refere Paulo Torres, presidente da SPO.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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