Óculos ajudam a visualizar células cancerígenas

Estudo da Washington University School of Medicine

13 fevereiro 2014
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Investigadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, desenvolveram uns óculos que poderão ajudar os cirurgiões a ver as células cancerígenas, as quais são extremamente difíceis de visualizar mesmo com o auxílio de ampliações de elevada potência.
 

“Estamos nos estadios iniciais desta tecnologia, e serão ainda realizados mais desenvolvimentos e testes, mas estamos bastante entusiasmados com os potenciais benefícios para os pacientes. Imaginem o que significaria se estes óculos eliminassem a necessidade de uma cirurgia subsequente a qual está associada a dor, inconveniência e ansiedade”, disse a cirurgiã Julie Margenthaler, que já utilizou estes óculos durante uma cirurgia.
 

Durante uma cirurgia para remoção de um tumor, os cirurgiões têm de remover o tumor bem como algum de o tecido circundante, que pode ter ou não células cancerígenas. As amostras são posteriormente envidas para o laboratório de patologia para ser visualizadas ao microscópio. No caso de o tecido circundante ter células cancerígenas, o paciente é habitualmente sujeito a uma segunda cirurgia para remoção do tecido afetado. Estes óculos poderão assim reduzir a necessidade destas cirurgias subsequentes, bem como o stress a que os pacientes ficam expostos.
 

Julie Margenthaler refere que entre 20 a 25% das pacientes com cancro da mama, que têm nódulos para remover, necessitam de uma segunda cirurgia pois a tecnologia atual não consegue mostrar, durante a primeira cirurgia, a extensão do tecido afetado. “Esperamos que esta nova tecnologia reduza ou até elimine a necessidade de uma segunda cirurgia”, disse.
 

Esta tecnologia, desenvolvida pelos investigadores liderados por Samuel Achilefu, incorpora uma tecnologia vídeo específica e um agente molecular que se liga às células cancerígenas e as torna brilhantes.
 

Numa experiência piloto realizada em ratinhos, os investigadores utilizaram indocianina verde, um agente de contraste já aprovado pela Food and Drug Administration. Injetada nos tumores, esta substância torna as células cancerígenas brilhantes quando visualizadas com os óculos e com uma luz especial.
 

“Esta tecnologia tem um grande potencial para os pacientes e para os profissionais de saúde. O nosso objetivo é ter a certeza que nenhumas células cancerígenas ficam por remover”, conclui Samuel Achilefu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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