Ocitocina é esperança para recém-nascidos sem capacidade de sucção

Estudo publicado na “Human Molecular Genetics”

22 outubro 2010
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A ocitocina, uma hormona responsável por promover as contracções uterinas durante o parto, também estimula a sucção dos recém-nascidos, aponta um estudo francês do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (Inserm), publicado na revista “Human Molecular Genetics”.

 

A equipa, liderada por Françoise Muscatelli, demonstrou em ratinhos que a administração desta hormona restabelece o comportamento alimentar normal das cobaias que não apresentavam o reflexo de sucção.

 

Nas primeiras horas de vida, a relação mãe-filho é estabelecida pela proximidade física e pelos comportamentos inatos como o da sucção. No entanto, cerca de 5% de recém-nascidos prematuros nascem com dificuldade de sucção. Entre as causas, estão a hipóxia, doenças genéticas, doenças metabólicas e questões neurológicas.

 

O estudo centrou-se na Síndrome de Prader-Willi, uma doença genética que atinge um em cada 20 mil nascimentos com disfunção do sistema nervoso. Esta patologia traduz-se desde o  nascimento, pela ausência ou baixa actividade de sucção que exige, na maioria dos casos, o uso de uma sonda gástrica nos bebés.

 

A equipa francesa procurou determinar o papel do gene MAGEL2 (um dos genes envolvidos na síndrome de Prader Willi) no hipotálamo. Verificou-se que, nos ratinhos, a ausência do gene MAGEL2 provocava distúrbios de sucção: os roedores não se alimentavam e morriam. A causa deste comportamento é uma alteração da síntese da hormona ocitocina no hipotálamo, que com a ausência do MAGEL2, conduz a uma baixa dos níveis de ocitocina.

 

Estes estudos demonstram pela primeira vez o papel fundamental da ocitocina na actividade de sucção do recém-nascido, que é o elo vital de uma relação mais forte entre o bebé e a sua mãe. Estes resultados também representam uma alternativa de tratamento não-invasivo para os bebés que nascem com distúrbios alimentares.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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