Obesos sobrevivem melhor a doenças cardiovasculares

Declarações da Fundação Portuguesa de Cardiologia

24 maio 2009
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De acordo com o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Manuel Carrageta, baseado num artigo norte-americano, apesar de os obesos terem um risco acrescido de sofrerem de doenças cardiovasculares, eles são os que sobrevivem melhor a essas patologias.

 

Estas são as conclusões de um estudo realizado pelo Departamento de Prevenção e Reabilitação Cardíaca do Centro Médico Ochsner, em Nova Orleães,que foi publicado no Jornal Americano de Cardiologia do qual Manuel Carrageta é membro.

 

De acordo com declarações à agência Lusa, Manuel Carrageta revela que este estudo “confirma o que se suspeitava: que os obesos suportam melhor as doenças cardiovasculares do que os magros. A gordura acaba por dar ao organismo uma energia adicional que ajuda a combater a doença”, acrescentou. As patologias cardíacas “comportam-se de maneira diferente“ nas pessoas magras e nas que têm excesso de peso”.

 

Na opinião do presidente da Fundação, o que este artigo traz de novo e de surpreendente é que apesar de a “obesidade ser um factor de risco muito forte das doenças cardiovasculares, de aumentar a probabilidade do aparecimento de todas as doenças cardíacas, quando a pessoa está doente, a doença do coração tem menos gravidade do que nos magros.”

 

Manuel Carrageta chamou ainda a atenção para o facto de as pessoas gordas que emagrecem um pouco melhorarem muito e de a resposta ao tratamento ser bem sucedida em todas as patologias cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, angina de peito, doença vascular periférica e coronária.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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