Obesos e diabéticos apresentam níveis de glicose no cérebro mais baixos

Estudo publicado na revista “JCI Insight”

23 outubro 2017
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Um novo estudo demonstrou que os níveis de glicose no cérebro são inferiores em indivíduos obesos e com diabetes de tipo 2, em relação a indivíduos com o peso normal.
 
Os resultados do estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Yale, EUA, poderão explicar, assim, os comportamentos alimentares desordenados, e até o risco acrescido da doença de Alzheimer nas pessoas obesas e diabéticas.
 
Tanto a obesidade como a diabetes de tipo 2 estão associadas a um baixo metabolismo no cérebro. Este hipometabolismo está também associado à doença de Alzheimer. No entanto não se sabe a razão para tal.
 
Para o estudo, que procurou perceber aquele mecanismo, Janice Hwang e equipa recrutaram três grupos de indivíduos: um grupo de indivíduos magros e saudáveis, um grupo com indivíduos obesos e um grupo com indivíduos com diabetes de tipo 2 mal controlada.
 
Após terem passado a noite em jejum, os participantes receberam infusões de glicose por via intravenosa, durante duas horas. Durante as infusões, os investigadores mediram os níveis de glicose no cérebro dos participantes através de espetroscopia por ressonância magnética.
 
Foi observado que em termos de níveis de glicose no sangue não foram detetadas diferenças significativas entre os três grupos. No entanto, os níveis de glicose no cérebro apresentaram diferenças substanciais entre os grupos: nos grupos dos participantes obesos e dos diabéticos os níveis de glicose eram inferiores.
 
Segundo Janice Hwang, esta redução nos níveis de glicose poderá ser um mecanismo que prejudica a capacidade de o cérebro detetar a glicose.
 
Os níveis de sensação de fome, satisfação e saciação e dos participantes foram igualmente avaliados. As pessoas magras que tinham recebido mais glicose no cérebro também se sentiam mais cheias mesmo não tendo comido nada.
 
“A glicose é o sinal mais primitivo enviado ao cérebro de que nos alimentámos. Pode ser que os indivíduos obesos não estão a receber açúcar no cérebro e a não se aperceberem; sendo assim, o retorno do feedback para deixar de comer poderá ser também enfraquecido?”, especula a investigadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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