Obesidade reduz em 45% as possibilidades de engravidar

Estudo publicado no site da European Society of Human Reproduction and Embryology

17 dezembro 2007
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Um estudo holandês concluiu que a Obesidade reduz em 45% as possibilidades da mulher conceber um filho naturalmente e torna menos eficazes as técnicas de reprodução assistidas. O trabalho foi publicado no site da European Society of Human Reproduction and Embryology.
 

 

Apesar de considerarem ainda uma hipótese, os investigadores liderados por Jan Willem van der Steeg, especificam a leptina, como estando relacionada com a Infertilidade.
 

 

Esta hormona é segregada principalmente pelas células gordas, regula ingestão e gasto de energia, o apetite e metabolismo.
 

 

A hormona cresce à medida que aumenta a gordura corporal, e, deste modo, para os investigadores, pode intervir na produção de esteróides (hormonas sexuais) nos ovários e assim "afectar negativamente as possibilidades de uma fertilização".
 

 

A investigação foi feita a casais com problemas de fertilidade, mas que aparentemente não tinham qualquer problema para que não acontecesse uma gravidez, visto que as mulheres tinham a ovulação regular e os homens apresentavam um espermograma normal. As três mil participantes tentavam engravidar há mais de um ano.
 

 

Os investigadores analisaram os dados relacionando o IMC (Índice de Massa Corporal), de acordo com a altura e peso, e as possibilidades de engravidar. O estudo concluiu que as mulheres com um IMC de 35 reduzem em 26% as possibilidades de desenvolver uma gravidez espontânea relativamente às que têm um IMC entre 21 e 29. Se este índice atinge os 40, então as possibilidades de gravidez reduzem-se em 43%.
 

 

Da análise concluiu-se também que por cada ponto que aumenta o IMC, a probabilidade de engravidar reduz 5%, aproximadamente. Do mesmo modo, uma mulher, por cada ano que envelhece, regista uma diminuição semelhante da possibilidade de engravidar.
 

 

O estudo foi realizado por vários investigadores de diferentes universidades holandesas que fazem investigação na área da infertilidade.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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