Obesidade pode fazer aumentar risco cardíaco através de resposta imune nociva

Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”

17 fevereiro 2017
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Um novo estudo revelou que a obesidade devida a uma dieta rica em gordura pode desencadear no sistema imunitário um aumento da inflamação e incrementar o risco de doenças cardiovasculares.
 
O estudo, conduzido por investigadores da Queen Mary University of London, Reino Unido, inidicou uma nova associação entre a obesidade e o risco de doença cardiovascular que ocorre através do desencadeamento de uma resposta imune que envolve as células T, que são um tipo de glóbulos brancos.
 
As poderosas células T ajudam a proteger o organismo das infeções. No entanto, podem também causar inflamação que leva à acumulação de placas de gordura - aterosclerose. 
 
Marelli-Berg e equipa analisaram amostras de sangue de 1.172 pessoas que apresentavam peso normal, excesso de peso ou eram obesas. Foi verificado que as pessoas obesas apresentavam níveis mais elevados de células T. A equipa de investigadores apurou ainda que os participantes com gordura abdominal apresentavam níveis mais elevados de células imunitárias de inflamação do que aqueles que tinham gordura nas coxas e nádegas.
 
Foram igualmente conduzidos ensaios em ratinhos que demonstraram que os roedores que estavam a ser alimentados com uma dieta rica em gordura apresentavam níveis mais elevados de células T do que os ratinhos alimentados com dietas normais.
 
A equipa concluiu, após também terem analisado os resultados de testes com diferentes tipos de células T, que uma dieta rica em gordura alterava o desenvolvimento das células T no sentido de produzirem uma memória inflamatória. 
 
Segundo Federica Marelli-Berg, autora correspondente, este estudo demonstra “uma ligação direta entre a comida que ingerimos, o nosso peso e a inflamação perigosa que pode causar doença cardíaca”. 
 
A equipa considera que os achados podem conduzir a novos tratamentos que reduzam o desenvovimento de doenças cardíacas ao incidir sobre a inflamação. Torna-se agora necessário determinar se fazer dieta poderá ajudar a reduzir os níveis elevados de células T nocivas e reduzir o risco cardiovascular, ou se quando estas atingem um certo nível este se mantém, independentemente do facto de se fazer dieta.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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