Obesidade: novas opções terapêuticas?

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

04 agosto 2014
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Investigadores alemães e americanos identificaram proteínas de superfície que podem ajudar a distinguir os três tipos de tecido adiposo: branco, castanho e bege. O estudo publicado na revista “Science Translational Medicine” poderá ajudar a desenvolver novas opções terapêuticas contra a obesidade. 
 
O rápido crescimento das taxas de obesidade conduz a um aumento das taxas da diabetes tipo 2 e de outros componentes da síndrome metabólica. De forma a tentar minimizar as consequências do consumo calórico excessivo e respetivo armazenamento, a comunidade científica tem tentado encontrar formas de melhorar o gasto energético para reduzir o peso corporal. 
 
Uma vez que o tecido adiposo castanho tem a capacidade de queimar grandes quantidades de energia que de outra forma seriam armazenadas no tecido adiposo branco como gordura, a ativação do tecido adiposo castanho é uma ferramenta atrativa para tratar a obesidade e doenças associadas.
 
A quantidade de tecido adiposo varia bastante de indivíduo para indivíduo. Até à data não foi possível determinar a sua proporção com precisão. Os métodos atuais baseiam-se na medição da atividade deste tecido, que depende em grande parte de condições externas, como temperatura ou dieta. A descoberta das proteínas de superfície fornece assim uma nova abordagem, possibilitando a administração de substâncias que tenham por alvo o tecido adiposo. 
 
A ativação do tecido adiposo castanho é atualmente uma das abordagens mais promissoras para combater a obesidade, abrindo novos caminhos para reduzir o excesso de peso sem reduzir a ingestão de calorias. 
 
Muitos estudos têm descrito mecanismos para ativar ou propagar o tecido castanho humano. Contudo, a transposição destes resultados para a prática tem falhado, pois os mecanismos identificados têm também funções importantes noutros órgãos, o que pode resultar em efeitos adversos incalculáveis. 
 
“O nosso estudo representa uma nova abordagem para este problema, uma vez que os marcadores de superfície descobertos são bastante específicos e independentes da atividade metabólica”, conclui o líder do estudo, Siegfried Ussar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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