Obesidade na adolescência: número de horas de sono pode ser a solução

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

11 abril 2013
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A obesidade na adolescência pode ser combatida com um maior número de horas de sono, dá conta um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que havia uma correlação entre o número de horas de sono e a obesidade. Contudo, poucos conseguiram excluir outras variáveis, como o tempo gasto a ver televisão e atividade física.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Pennsylvania, nos EUA, contaram com a participação de 1000 jovens entre os 14 e os 18 anos, os quais foram questionados, a cada seis meses, sobre os seus padrões de sono. O peso dos participantes foi também avaliado durante os mesmos intervalos de tempo.
 

Os investigadores, liderados por Jonathan A. Mitchell, verificaram que os adolescentes que dormiam poucas horas apresentavam um maior índice de massa corporal (IMC). Cada hora adicional de sono estava associada a uma redução do IMC em todos os participantes, sendo esta redução mais significativa para os adolescentes com um IMC mais elevado.  
 

O estudo apurou que esta associação se manteve após terem em conta o tempo que os participantes despendiam ao computador, televisão ou a praticar exercício físico. Os autores do estudo concluíram que um maior número de horas de sono pode impedir o desenvolvimento da obesidade na adolescência, mesmo nos casos em que o tempo despendido a ver televisão ou a praticar exercício físico seja o aconselhado.
 

Com base nestes resultados, os investigadores sugerem que o aumento de oito para 10 horas de sono diárias para os adolescentes com 18 anos conduziria a uma redução de 4% no número de adolescentes com IMC acima dos 25 kg/m2. Esta redução de 4% traduzir-se-ia em menos 500.000 adolescentes com excesso de peso.
 

"A educação dos adolescentes sobre os benefícios do sono tem tido pouco impacto na duração do sono na adolescência”, referiu o investigador.
 

Jonathan A. Mitchell refere que uma das formas de combater este insucesso poderia passar por um começo das aulas mais tardio. Estudos anteriores demonstraram que um atraso de apenas de cerca de 30 minutos no horário escolar resultava num aumento de 45 minutos de sono diário. “Uma vez que o nosso estudo demonstrou que o aumento de uma hora de sono poderia conduzir a uma diminuição do IMC, o atraso do horário escolar poderia ajudar a reduzir a obesidade dos adolescentes”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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