Obesidade materna afeta desenvolvimento cognitivo dos bebés prematuros

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

14 março 2012
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A obesidade materna poderá contribuir para os problemas cognitivos dos bebés prematuros, sugere um estudo publicado no “Pediatrics”.

 

"Embora na última década se tenha conseguido aumentar a taxa de sobrevivência dos bebés que nascem com menos de sete meses, estas crianças ainda apresentam um risco elevado de desenvolvimento de atrasos mentais, em comparação com os bebés de termo”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Jennifer Helderman. “Este estudo mostra que a obesidade não afeta só a saúde da mãe mas também pode afetar a do bebé”.

 

Neste estudo, os investigadores da Wake Forest Baptist Medical Center, nos EUA, contaram com a participação de 921 crianças nascidas antes das 28 semanas de gestação. As placentas dos bebés foram analisadas para verificar se havia a presença de alguma infeção e outras anormalidades. As mães foram entrevistadas e os dados clínicos foram revistos. Aos dois anos de idade, as capacidades cognitivas das crianças foram avaliadas através do Índice de Desenvolvimento Mental.

 

O estudo apurou que a obesidade materna e a baixa escolaridade estavam associadas a um declínio precoce da função cognitiva, bem como com a formação de coágulos sanguíneos na placenta.

 

“Não ficámos surpreendidos com a influência dos fatores socioeconómicos, pois foi demonstrado várias vezes que estes têm um impacto negativo na saúde das crianças”, revelou Jennifer Helderman. No entanto, a obesidade é particularmente interessante pois está a tornar-se cada vez mais prevalente e é potencialmente modificável durante o período de pré-concepção e gravidez”, realça a investigadora.

 

De acordo com os investigadores, a obesidade tem sido associada à inflamação e esta pode produzir danos no desenvolvimento cerebral. O que não é conhecido ainda é se a inflamação associada à obesidade da mãe é transmitida para o feto.

 

"Poucos estudos têm abordado os fatores de risco pré-natal que comprometem a função cognitiva das crianças prematuras. O objetivo a longo prazo é utilizar informações provenientes de estudos como o nosso para desenvolver tratamentos que impeçam o desenvolvimento dos problemas cognitivos dos bebés prematuros", conclui Jennifer Helderman.

 

ALife Sciences Computing, S.A.

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