Obesidade: mais uma arma descoberta?

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

28 junho 2012
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Investigadores americanos descobrem mais uma arma, a nível microscópico, que pode ser utilizada na batalha contra a obesidade. O estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation” pode ajudar explicar por que motivo as células que armazenam a gordura, os adipócitos, aumentam de tamanho e queimam a gordura mais lentamente, quando a obesidade está instalada.

 

Através do estudo dos sinais que os adipócitos enviam uns aos outros, os investigadores da University of Michigan, nos EUA, identificaram uma molécula, a Sfrp5, que tem um papel fundamental neste processo.

 

Os autores do estudo verificaram que a Sfrp5 influencia a via de sinalização conhecida por WNT que estimula os adipócitos a aumentarem e reduz a taxa com que a gordura é queimada dentro das mitocôndrias destas células. Através da inibição da produção da Sfrp5, os investigadores verificaram que os ratinhos não aumentavam de peso tão rapidamente pois os seus adipócitos não aumentavam de tamanho, mesmo quando alimentados com uma dieta rica em gordura.

 

“A sinalização via WNT desempenha um papel importante na regulação e inibição do crescimento das células adiposas brancas e no recrutamento de células para o armazenamento de gordura”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ormond MacDougald. “Contudo, parece que, na obesidade, a Sfrp5 pode interferir com a sinalização e estimular a sua própria produção”.

 

O investigador refere ainda que estes resultados vêm contrariar os obtidos por outro grupo de investigadores que defendem um papel exatamente oposto para a Sfrp5.

 

Enquanto as empresas farmacêuticas já estão a avaliar a sinalização via WNT como um possível alvo para o desenvolvimento de fármacos associados à regeneração óssea, estes novos resultados sugerem, que esta mesma via de sinalização pode também ser um alvo a abordar nos fármacos utilizados no combate à obesidade.

 

Ormond MacDougald refere ainda que estes resultados devem ser confirmados em humanos e dado que a epidemia da obesidade afeta centenas de milhões de pessoas, colocando-as em risco de desenvolvimento de doenças, esta investigação merece alguma urgência.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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