Obesidade infantil pode baixar esperança de vida dos portugueses

Alerta da especialista Ana Isabel Rito

10 julho 2017
  |  Partilhar:
A esperança de vida dos portugueses pode baixar caso nada de faça para reduzir os números da obesidade infantil, anunciou a agência Lusa.
 
O alerta veio de Ana Isabel Rito, investigadora do Instituto Ricardo Jorge e coordenadora do estudo da “Childhood Obesity Surveillance Initiative” (COSI nas suas siglas em inglês) Portugal. Foi também presidente da 3.ª Conferência Internacional de Obesidade Infantil que decorreu em Lisboa.
 
Em Portugal uma em cada três crianças tem excesso de peso. E Ana Rito falou também da preocupação que é para Portugal, país no “top five” em obesidade infantil, a par de países como Espanha, Itália, Malta ou a Grécia.
 
“Uma em cada três crianças em Portugal tem esse problema” (excesso de peso), disse, explicando que essa é uma das razões para que a conferência tenha tido lugar em Lisboa, depois de seis anos sem se realizar.
 
E para lutar contra a obesidade, afiançou, a abordagem tem de ser “multissetorial”, porque tem de envolver as famílias, as escolas, as comunidades e as políticas locais e regionais.
 
Para a situação a que se chegou a especialista responsabiliza a mudança nutricional que aconteceu no país nas últimas quatro décadas e lembra que foi nesse período que se baixou a mortalidade infantil mas que se começou a morrer das doenças ligadas ao estilo de vida.
 
“Não reconhecemos mais a dieta mediterrânica nas mesas das famílias portuguesas”, lamentou, acrescentando que se o país ganhou na mortalidade infantil perdeu no estilo de vida e provavelmente vai ver reduzir a esperança de vida.
 
Baixar para 20% o número de crianças com excesso de peso (idêntico ao registado nos países nórdicos) é o objetivo, mas segundo lembrou Ana Rito para já Portugal apenas conseguiu estabilizar e não registar mais aumentos na obesidade infantil.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar