Obesidade infantil é comportamental

Estudo publicado no "International Journal of Obesity"

21 julho 2009
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Existe uma forte ligação entre a obesidade das mães e filhas e dos pais e filhos. No entanto, esta relação não existe entre os pais e filhas e entre as mães e filhos, sugere um estudo publicado na revista “International Journal of Obesity” .

 

O estudo revelou que mães obesas tinham um risco dez vezes maior de terem filhas obesas. Entre pais e filhos esta probabilidade era seis vezes maior. Contudo, nos dois casos, as crianças do sexo oposto não foram afectadas pela obesidade dos progenitores.

 

Para o estudo, os investigadores da Peninsula Medical School, em Devon, Reino Unido, monitorizaram o peso e a altura de 262 adultos e crianças, ao longo de um período de três anos.

 

Os investigadores constataram que 41% das raparigas de oito anos de idade cujas mães eram obesas também eram obesas, enquanto eram obesas apenas 4% daquelas cujas mães tinham um peso considerado normal. No caso dos filhos, a proporção de obesos não foi influenciada pela obesidade da mãe. Entre filhos, 18% daqueles que tinham pais obesos eram também obesos e só 3% dos que tinham pais com peso considerado normal eram obesos. Novamente, a proporção de raparigas obesas não foi afectada pela obesidade do pai.

 

Os investigadores liderados por Terry Wilkin, sugerem que a explicação para os resultados encontrados não tem origem genética, mas sim comportamental: as filhas tendem a imitar o estilo de vida das mães e os filhos dos pais. Face a estes resultados, Terry Wilkin defende que se deve apostar na reeducação das crianças por forma a controlarem melhor o seu peso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

 

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