Obesidade infantil: dois novos genes identificados

Estudo publicado na revista “Nature Genetics”

16 abril 2012
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Uma equipa internacional de investigadores descobriu pelo menos duas novas variantes genéticas que aumentam o risco da obesidade infantil, sugere um estudo publicado na “Nature Genetics”.

 

A obesidade tem sido apontada como um dos principais problemas de saúde que atinge a sociedade moderna, chamando assim cada vez mais a atenção da população, especialmente devido à sua prevalência nas crianças. Estudos anteriores têm indicado que os adolescentes obesos apresentam um maior risco de mortalidade do que os adultos. Apesar de os fatores ambientais, como o tipo de dieta adotada e os hábitos sedentários, contribuírem para a taxa de obesidade infantil, estudos realizados em gémeos têm sugerido que esta doença tem também uma componente genética.

 

Investigações anteriores já tinham verificado que as variantes genéticas contribuíam para a obesidade nos adultos e para as crianças com obesidade extrema, mas pouco ainda se sabia, até à data, sobre a sua influência na obesidade infantil.

 

Para este estudo, os investigadores liderados por Struan F.A. Grant do Center for Applied Genomics at The Children's Hospital of Philadelphia, nos EUA, analisaram dados de 14 estudos prévios que incluíram um total de 5.530 crianças com obesidade infantil e 8.300 crianças não obesas que eram oriundas de vários países da Europa.

 

Os investigadores identificaram assim duas novas variantes genéticas, uma situada perto de um gene chamado OLFM4, no cromossoma 13, e outra num gene chamado HOXB5, no cromossoma 17. Nenhuma destas variantes tinha sido previamente associada à obesidade.

 

“O que sabemos da biologia destes genes sugere que o intestino poderá estar envolvido, embora ainda se desconheça qual o papel funcional destes genes na obesidade”, revelou em comunicado de imprensa Struan F.A. Grant.

 

De acordo com o investigador “ ainda há muito trabalho que tem de ser realizado, mas estes resultados podem ajudar a desenhar futuros tratamentos e intervenções para as crianças, com base no seu genoma”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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