Obesidade infantil: comunicação social pode ser uma ferramenta importante

Estudo publicado na revista “Circulation”

07 dezembro 2012
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A comunicação social pode ser uma ferramenta eficaz para a ajudar as crianças a ultrapassar o problema da obesidade, dá conta um estudo publicado na revista “Circulation”.

 

"A comunicação através das redes socias faz cada vez mais parte da nossa vida e da nossa rede de amigos, colegas e familiares. Os profissionais de saúde deveriam abraçar o seu potencial como uma ferramenta para promover a mudança para um comportamento saudável”, referiu em comunicado de imprensa, um das autoras do estudo, Jennifer S. Li.
 

Nesta investigação, os cientistas da Duke University Medical Center, decidiram analisar os estudos que se debruçaram sobre a perda de peso, aumento de atividade física e adoção de hábitos saudáveis de alimentação conseguidos através de intervenções na web.
 

Os investigadores verificaram que quanto maior era o envolvimento dos pais, interação com o grupo de apoio e colegas, maior era a taxa de sucesso deste tipo de intervenções nas crianças e adolescentes com excesso de peso. As variáveis que influenciavam o sucesso da intervenção incluíam: se a restante família também participava na intervenção, o grau de feed back fornecido pelo grupo de apoio e a frequência com que as crianças e adolescentes utilizavam o programa.
 

O estudo também apurou que as pessoas obesas ou com excesso de peso tendem a partilhar o seu tempo de lazer com pessoas com o mesmo tipo de problemas. ”Os atletas tendem a conviver com os atletas e as crianças com excesso de peso umas com as outras, o que reforça os seus hábitos alimentares e ou preferência por prática de determinadas atividades”, revelou a investigadora.
 

De acordo com Jennifer S. Li, cerca de 95% das crianças, entre os 12 e os 17 anos, têm acesso à internet em casa e ou nos estabelecimentos de ensino, assim as intervenções através as redes socias deveriam ser exploradas como um meio eficaz de impedir ou controlar o excesso de peso.
 

Alguns estudos têm demonstrado que mesmo nas redes sociais virtuais, as pessoas tendem a associar-se com alguém semelhante. Assim, se for desenvolvido uma rede para crianças com excesso de peso, será possível ter efeitos em todas elas, pois se um começar a adotar mudanças saudáveis as outras serão influenciadas, acrescentou ainda a investigadora.
 

"Os adolescentes comunicam cada vez mais com os seus colegas através do Facebook e outros meios de comunicação social. Deste modo é importante identificar quais o fatores que podem ser incorporados nestes meios de comunicação de forma a aumentar a eficácia das intervenções para iniciar e manter a perda de peso das crianças e adolescentes”, conclui Jennifer S. Li.

 

ALERT Life Sciences Computing S.A.

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