Obesidade e doenças cardíacas: hormona atua nas duas frentes

Estudo publicado na “Nature Communications”

20 junho 2013
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A hormona FGF21, que desempenha um papel chave no controlo da obesidade, também tem efeitos cardioprotetores, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

O estudo refere que a FGF21, maioritariamente secretada pelo fígado, é uma proteína que atua como um metabolito regulador e desempenha um papel importante no que diz respeito ao desenvolvimento da diabetes e da obesidade.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Barcelona, em Espanha, compararam a função cardíaca de um grupo de ratinhos que não expressavam o gene que codifica a hormona FGF21, com a de outros que a expressavam. Foi verificado que os animais incluídos no primeiro grupo eram mais propensos a desenvolver doenças cardíacas.
 

O estudo demonstrou que “a FGF21 tem uma função protetora contra a hipertrofia cardíaca”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Francesc Villarroya.
 

Os autores do estudo também constataram que para além do fígado, o coração também é capaz de produzir a FGF21, a qual funciona como agente cardioprotetor em situações de stress.
 

“Estudos anteriores já tinham revelado que a FGF21 era sintetizada pelo fígado, pelo músculo esquelético e tecido adiposo castanho para acelerar a absorção de glucose e o metabolismo energético. Este trabalho mostra que o músculo cardíaco é também capaz de produzir este fator endócrino”, disse o investigador.
 

Os autores do estudo explicam que o coração produz este fator em condições basais. Caso o coração fique sujeito a condições fisiológicas mais stressantes a produção desta hormona é aumentada, ou seja, há uma resposta protetora. Contrariamente ao fígado, ao músculo esquelético, e tecido adiposo castanho, a produção desta hormona pelas células cardíacas tem um efeito local e de autoproteção.
 

Os investigadores concluem que este trabalho abre caminho a um maior conhecimento do controlo metabólico das vias de sinalização molecular da diabetes, da obesidade e da inflamação do tecido adiposo. Adicionalmente, estes resultados podem contribuir para a definição da FGF21 como uma potencial ferramenta no desenvolvimento de novas estratégias para a prevenção e tratamento de danos cardíacos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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