Obesidade: descoberto novo recetor-alvo

Estudo na revista “Nature Reviews Endocrinology”

29 novembro 2016
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Investigadores do Reino Unido descobriram que o recetor FFAR2 desempenha um papel importante na supressão do apetite e na prevenção da obesidade, refere um estudo publicado na revista “Nature Reviews Endocrinology”.
 
Para o estudo, os investigadores do King's College London e do Imperial College London, no Reino Unido, testaram uma dieta com elevado teor de gordura, que continha um hidrato de carbono fermentável, e uma dieta normal em ratinhos com e sem o recetor FFAR2.
 
O estudo apurou que os ratinhos alimentados com a dieta que continha o hidrato de carbono fermentável estavam protegidos contra a obesidade. No entanto, esta proteção foi perdida na ausência do recetor FFAR2. Os animais que expressavam o recetor apresentavam um aumento de 130% no peptídeo YY (hormona intestinal indutora da saciedade), assim como um aumento da densidade de células que continham o peptídeo YY, conduzindo a uma sensação de saciedade aumentada.
 
A obesidade é atualmente uma das mais graves ameaças globais para a saúde humana, a qual é determinada por antecedentes genéticos, dieta e estilo de vida. O líder do estudo, Gavin Bewick, refere que já se sabia que a adição de hidratos de carbono não digestíveis à dieta reduzia o apetite e o aumento de peso corporal. Contudo, este estudo demonstrou que o recetor FFAR2 tem um papel importante ao permitir que alguns constituintes dietéticos específicos reduzam a ingestão de alimentos e protejam contra a obesidade.
 
Na opinião do investigador, com esta descoberta é possível começar a testar se é possível utilizar a dieta ou meios farmacêuticos para alterar a composição celular do intestino de forma a tratar várias condições.
 
Gary Frost, coautor do estudo, refere que este é um passo importante na compreensão da relação entre o apetite e a regulação do mesmo.
 
Até há alguns anos, a fibra dietética era tida como inerte e tinha muito pouco efeito na fisiologia. Portanto, o facto de se verificar que esta tem, de facto, um grande impacto nas células que ajudam a controlar o apetite regulação no cólon é surpreendente.
 
O investigador conclui que agora é necessário compreender como utilizar este conhecimento e a informação adquirida para desenvolver sistemas alimentares atraentes para uma grande percentagem da população.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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