Obesidade: compreendida contribuição de proteína cerebral

Estudo publicado na revista “Journal of Clinical Investigation”

29 julho 2019
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Uma equipa de investigadores da Universidade de Montreal, Canadá, mostrou, pela primeira vez em ratinhos, que a proteína ligante de Acil-CoA (ACBP, sigla em inglês) tem influência direta nos neurónios que permitem aos roedores e humanos manter um peso saudável.
 
Já anteriormente Thierry Alquier, investigador da equipa, tinha descoberto que esta proteína permite aos astrócitos comunicar aos neurónios variações nos ácidos gordos e lípidos no sangue. 
 
Graças a esta informação, o cérebro pode ajustar a quantidade de comida a ingerir com o gasto de energia e, consequentemente, controlar o peso.
 
“Agora mostrámos que os neurónios reduzem a quantidade de comida a ingerir. Chamam-se neurónios pro-opiomelanocortina (POMC) e estão em estreita comunicação com os astrócitos.”, explica Thierry Alquier. Estes neurónios têm como função promover a redução da ingestão de comida e um maior dispêndio de energia.
 
As mutações genéticas explicam 5 a 10% dos casos de obesidade e muitos destes devem-se a perturbações nesta ligação neuronal. 
 
Observou-se em ratinhos que a eliminação do gene ACBP faz promover a obesidade. Nos animais geneticamente modificados para serem obesos, a injeção diária de ACBP levou a uma redução da ingestão de comida e perda de peso na ordem dos 5% em cinco dias. Este mecanismo depende da ativação dos neurónios POMC (presentes em animais e seres humanos).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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