Obesidade causa alterações de respiração durante o sono

Estudo publicado na revista “SLEEP”

11 junho 2009
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As crianças com um perímetro abdominal aumentado têm maiores probabilidades de sofrerem de alterações de respiração durante o sono, uma condição que está associada a problemas comportamentais, hiperactividade e dificuldades em permanecerem acordados na escola, revela um estudo publicado na revista “SLEEP”.

 

As alterações de respiração durante o sono podem variar de ligeiras a graves, de acordo com o American Academy College of Sleep. Os casos ligeiros poderão ser marcados por um ressonar persistente devido a características anatómicas, como a sinusite crónica, a rinite e rinorreia. Os casos mais graves poderão incluir apneia do sono obstrutiva, uma condição potencialmente perigosa, caracterizada pela interrupção cíclica da respiração. Cada pausa de respiração tem tipicamente um período de duração de 10 a 20 segundos e pode ocorrer 20 a 30 vezes por hora.

 

De forma a estudar o efeito da obesidade nas alterações da respiração durante o sono, os investigadores da Penn State University College of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 70 crianças com idades compreendidas entre os cinco e os 12 anos. A todas as crianças foi realizado um exame físico e o seu sono foi monitorizado durante nove horas, com recurso a um polissonograma, aparelho que mede a actividade eléctrica do cérebro, a actividade cardíaca, a respiração e a saturação de oxigénio.

 

Os resultados do estudo indicaram que 25% das crianças sofriam de ligeiras alterações de respiração durante o sono e que 1,2% delas sofriam de alterações moderadas, definidas como cinco ou mais pausas na respiração por hora. Foi ainda verificado que mais de 15% das crianças ressonavam.

 

Os cientistas constataram que as crianças que sofriam de alterações de respiração durante o sono tinham um índice de massa corporal e um perímetro abdominal superiores aos das crianças que não apresentavam alterações na respiração. Ao contrário dos adultos, um perímetro do pescoço aumentado não é, nas crianças, factor predisponente para sofrer de alterações de respiração durante o sono, revelou também o estudo.

 

Até recentemente, acreditava-se que a maior parte das alterações de respiração durante o sono eram causadas pelo facto de as crianças terem amígdalas ou adenóides aumentadas. Este estudo não encontrou, no entanto, nenhuma relação entre o tamanho das amígdalas e os problemas de respiração. Contudo, a obesidade poderá ter um papel importante as alterações do sono, acentuou Edward O. Bixler, o líder do estudo, ao sítio HealthDay.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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